Dhlakama adia visita a Nampula após ataque

(Foto: AFP)

O líder da RENAMO, o maior partido da oposição, deveria ter chegado à província moçambicana este fim-de-semana. Mas Afonso Dhlakama está em parte incerta desde o ataque de sexta-feira, em que morreram várias pessoas.

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“Estávamos preparados para receber o presidente, mas ele ligou e disse que já não viria. Não avançou que era por causa dos ataques”, afirma Abiba Aba, chefe provincial de mobilização da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na província nortenha de Nampula.

Dhlakama está em parte incerta desde um ataque à sua comitiva , na sexta-feira (25.09), na Estrada Nacional 6 em Zimpinga, distrito de Gondola. O líder do partido da oposição viajava, na altura, para Nampula. Segundo a RENAMO, sete membros da comitiva morreram. A polícia fala em 20 mortos, 19 militantes do partido e um civil.

Agora, Abiba Aba não sabe quando Afonso Dhlakama poderá visitar a província.

Consequências

A chefe provincial de mobilização evita falar em detalhe sobre o ataque. E escusa-se também a falar sobre possíveis consequências.

“Aí eu já não posso dizer nada. Eu faço política. Se vem guerra ou não, não vou precisar. Não vou tocar nesse assunto. É uma área diferente. Politicamente, eu estava preparada para receber o presidente”, diz Abiba Aba.

Já Leonardo Gasolina, jornalista do jornal @Verdade, delegação de Nampula, comenta que o ataque ao líder da RENAMO poderá pôr em causa os acordos para o fim da tensão política.

“A 5 de setembro de 2014, assinou-se o acordo de cessação das hostilidades. Estávamos a sair de uma fase semelhante a esta. Tudo começou desta maneira”, diz. “Se as pessoas [Presidente da República e líder da RENAMO] não procurarem soluções urgentes, toda esta situação pode gerar mais uma guerra”.

Consequentemente, o país poderia perder mais investidores internacionais, lembra o jornalista.

Esta foi a segunda vez, no espaço de um mês, que Afonso Dhlakama foi alvo de um ataque, alegadamente protagonizado pelas tropas governamentais. (dw.com)

 

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