Défice: Números são “contundente prova” das denúncias da CDU

(Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
(Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

“Quatro anos passados de andarem a extorquir salários, pensões e direitos, a conversa sobre o êxito dos sacrifícios deste governo do PSD/CDS esfumou-se”, enfatizou o secretário-geral do PCP.

Jerónimo de Sousa afirmou esta quarta-feira que os dados do INE sobre a dívida e o défice “deitam por terra as mentiras do governo” e constituem “uma contundente prova” do que o PCP tem denunciado e prevenido.

“Quatro anos passados de andarem a extorquir salários, pensões e direitos, a conversa sobre o êxito dos sacrifícios deste governo do PSD/CDS esfumou-se”, enfatizou o secretário-geral do PCP, numa declaração aos jornalistas na sede do partido.

“Os portugueses têm razão para olhar perplexos e com indignação para os resultados desta política de afundamento nacional”, em que “mais uma vez a vida deu razão ao PCP”, prosseguiu o líder comunista.

Os dados do INE, segundo os quais o défice de 2014 chegou aos 7,2% do PIB, “confirmam a falência e o desastre de uma política que tem condenado os portugueses a uma crescente exploração e empobrecimento […] e conduzido o país para o declínio e a dependência”, insistiu Jerónimo de Sousa.

O novo valor do défice, que estava nos 4,2% do PIB, resultou da necessidade de incluir a capitalização do Novo Banco (NB) nas contas públicas.

Jerónimo de Sousa defendeu a necessidade do “controlo público” do NB, face aos 4,9 mil milhões de euros ali injetados pelo Estado, mas disse não ter “uma solução chapa 3” para a concretizar.

Nacionalizar ou optar por “um processo de regulação e siupervisão interveniente” são duas das hipóteses admitidas pelo PCP, assim conseguindo “salvaguardar o interesse nacional” através do controlo publico do banco e colocando-o “ao serviço da economia e das pequenas e médias empresas”.

“O que é criminoso é, depois desse empréstimo [público de 4,9 mil milhões de euros, não ter a garantia da sua recuperação”, argumentou Jerónimo de Sousa.

“A questão” que se coloca, adiantou o secretário-geral do PCP, é a de saber “qual a lição, qual o ensinamento que o PS tira” face aos números agora divulgados pelo INE e às políticas que lhes estão subjacentes. “Se o PS quer ser governo e está de acordo com os parâmetros, os instrumentos e os mecanismos” vigentes, “não encontrará outra solução” diferente da adotada pela maioria PSD/CDS.

“Estes números [agora divulgados pelo INE] dão mais força aos nossos objetivos” de ter uma “política diferente”, concluíu Jerónimo de Sousa. (dn.pt)

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