Défice é ‘pedra no sapato’ da coligação. Oposição lança-se ao ataque

(DR)
(DR)
(DR)

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta quarta-feira os dados do défice de 2014 que o colocam em 7,2% em função da ajuda concedida ao Novo Banco. Passos prometia conseguir alcançar a meta de 2,7% este ano, mas estes dados serviram para contrariar as suas ‘intenções’.

Os 4,9 mil milhões de euros emprestados ao Novo Banco entraram nas contas oficiais, uma vez que o primeiro concurso de venda da instituição foi adiado, o que levou a que o INE revisse as contas públicas.

A caminho das eleições, estes dados podem colocar a coligação liderada por Passos Coelho e Paulo Portas em ‘maus-lençóis’. Mas o primeiro-miinstro já veio contrariar os dados, referindo que são “meramente estatísticos”.

Trata-se, disse hoje, de “uma correção estatística ao nosso défice de 2014, não é uma novidade. Já tinha sido adiantado pela ministra das Finanças. Mas não tem qualquer influência no impacto na dívida portuguesa”.

No entanto, o socialista Pedro Nuno Santos já veio apontar o ‘dedo’ ao primeiro-ministro. “Os últimos números [do défice] representam aquele que é o maior fracasso de Passos Coelho. Este é o maior lapso de Passos Coelho que empobreceu o país, degradou os serviços públicos, aumentou a emigração, o desemprego, e no final o défice orçamental está praticamente nos mesmos níveis de 2011”, assegurou.

Mas Passos não considera estes dados muito negativos até porque, segundo o próprio, em nada alteram a meta do Governo. “Quando o Novo Banco vier a ser vendido e se ajustar as contas, isso também não terá nenhum efeito”, explicou, acrescentando que o facto de não se ter nacionalizado o BES e de terem apenas mais dinheiro só garante que se receba mais em juros. Até ao momento já foram ‘arrecadados 120 milhões’.

Numa altura em que os partidos se encontram em campanha eleitoral, o secretário-geral do PS, António Costa, aproveitou os números do INE para garantir que os dados tornam “claro” que o programa da coligação é “fantasioso e aventureirista”, acusando ainda o Governo de estar “há mais de um ano a disfarçar um problema que era indisfarçável”, o do Novo Banco e o programa de estabilidade.

Também Jerónimo de Sousa veio a público reafirmar que depois de tantas promessas por parte do líder do PSD, no final o que se vê são “três anos passados de ‘saque’ ao povo e ao país” com “um défice idêntico ao de 2011”.

As reações continuaram e desta vez, foi a deputada bloquista Mariana Mortágua quem prontamente criticou Passos Coelho. “Chamaram-nos alarmistas quando várias vezes enumerámos essa possibilidades, hoje ficámos a saber que por mais voltas que dê, por mais jogos de semântica que o Governo faça não há forma de o negar”, afirmou.

Por fim, o cabeça de lista por Lisboa da coligação Livre/Tempo de Avançar, Rui Tavares, afirmou hoje que a subida do défice significa que o país deu “uma enorme volta ao inferno da austeridade” para ficar pior. (noticiasaominuto.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA