Decisão da Fed: Brasil respira de alívio e Europa reflete prudência americana

(Euronews)
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O Brasil respirou de alívio, a Europa está a refletir esta sexta-feira nos mercados a prudência americana e os juros das obrigações europeias, Portugal incluído, estão em queda.

Estas são algumas das consequências da decisão anunciada quinta-feira pela Reserva Federal Americana (Fed) de insistir na manutenção das taxas de juro próximas do “zero”. Pelo menos, para já.

“A recuperação da Grande Recessão avançou o suficiente e a despesa interna americana parece estar robusta o quanto basta. No entanto, à luz das incertezas em destaque no exterior e uma trajetória ligeiramente branda da inflação, o comité decidiu ser apropriado esperar por mais desenvolvimentos”, afirmou a presidente da FED, Janet Yellen, durante o anúncio da decisão do Comité de Política Monetária (FOMC, na sigla inglesa), que aprovou, com 9 votos contra 1, a estagnação do índice de referência dos bancos americanos.

A decisão contrariou a expectativa de alguns investidores americanos que contavam com a subida das taxas de juro, mas a Fed preferiu aceder aos apelos, por exemplo, do Fundo Monetário internacional (FMI) e do Banco Mundial, perante a incerteza económica internacional, sobretudo, com a situação na China.

Andrea Condurache, da francesa Montsegur Finance, diz que “o que importa destacar da comunicação da senhora Yellen é a conotação internacional do discurso”. “[A presidente] parece estar a prestar mais atenção à economia mundial do que o que é permitido ao mandato dela, cujos objetivos, em primeiro lugar, são a estabilidade dos preços e o emprego total. Os membros do Comité de Política Monetária americana parecem estar a integrar cada vez mais nas suas decisões o que está a acontecer fora dos Estados Unidos”, conclui Condurache.

Após o anúncio da Fed, a bolsa de Wall Street encerrou um pouco à deriva, revelando alegada incerteza face implicações futuras da estagnação da referência bancária americana.

A decisão da Fed mantém também inalterado o valor do dólar, divisa de referência de algumas economias emergentes, como o Brasil, que assim vão continuar a transacionar importações e exportações sem grandes flutuações de preço. (Euronews)

 

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