Cuando Cubango: Aberta conferência internacional sobre caça furtiva

Ministra Fátima Jardim precede a abertura da conferência internacional sobre caça furtiva (Foto: Armandio Morais)
Ministra Fátima Jardim precede a abertura da conferência internacional sobre caça furtiva (Foto: Armandio Morais)
Ministra Fátima Jardim precede a abertura da conferência internacional sobre caça furtiva (Foto: Armandio Morais)

A conferência internacional sobre a caça furtiva e os seus efeitos para o continente africano – medidas eficazes para responsabilização dos infractores, foi aberta hoje, quarta-feira, em Menongue, província do Cuando Cubango, pela ministra do Ambiente, Fátima Jardim.

Na abertura, a ministra Fátima Jardim sublinhou que o evento se realiza em terras de maior área de conservação transfronteiriça do mundo, uma das maravilhas da região africana, de uma riqueza ímpar e se constitui como um projecto de solidariedade à preservação ambiental.

Segundo disse, durante o encontro de trabalho de três dias, os participantes irão apreciar questões transversais relativas à vida selvagem, à caça furtiva, às suas implicações e práticas conexas.

Em 2010, lembrou, um site publicou uma lista de dez espécies mais avançadas do mundo, chamando atenção dos governos, a sociedade pela perda acelerada dos seus habitais naturais, o aumento da caça clandestina, às espécies exuberantes, nos mais variados parques do mundo.

Das espécies, a ministra destacou elefantes, felinos, tartarugas, o gorila da montanha, rinoceronte e a panda, símbolo da organização internacional que fez esta publicação, acrescentando que por esta razão têm sido promovidas várias abordagens e acções como actos graves, que caracterizam crimes, instabilidade e desvirtuam o compromisso de se assumir a convivência com a mãe natureza.

Fátima Jardim defendeu a adopção de condutas, normas e o direito fundamental do ser humano viver assegurando a exploração dos recursos naturais, preservando a biodiversidade e legar às gerações vindouras o que “a mãe terra nos brindou”.

Em 2014, referiu a responsável, realizou-se no Quénia a primeira assembleia geral das Nações Unidas para o Ambiente, onde os ministros do ambiente, em representação dos respectivos governos, fizeram notar a urgência de se tomar medidas enérgicas, com vista ao combate a caça ilegal furtiva, propondo a penalização crimes.

Segundo a ministra, a proposta surge em função da internacionalização de actos de crimes com redes organizadas de caça de trofeus, matança da vida ou abate de animais raros de grande porte como elefante, rinoceronte e outros, que na região da África Austral, constituem um património que assegura o equilíbrio da vida.

Estão agendados para a discussão assuntos como a problemática da caça furtiva em África, estratégia africana de combate à caça furtiva, legislação referente ao combate à caça furtiva em África, estudo de casos das áreas de conservação transfronteiriça, actos forenses e legislação, medidas eficazes para a responsabilização dos infractores e uniformização da legislação dos países africanos.

Participaram na conferência, o Procurador-Geral da República e presidente da Associação dos Procuradores de África (APA), João Maria Moreira de Sousa, procuradores membros da APA, membros do governo local, autoridades tradicionais, entre outros convidados. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA