Costa “tem medo que lhe batam com a porta na cara em Bruxelas”

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Catarina Martins defende a reestruturação de uma dívida “gigantesca” que está a asfixiar o país” numa economia “frágil” onde “se finge que está tudo bem”.

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Catarina Martins diz que o Bloco de Esquerda (BE) nunca faltará a um governo que tenha como opções essenciais travar a saída de riqueza do país e o empobrecimento do seu trabalho”, mas lembra que se o PS quiser formar Governo com o seu partido, “não há cheques em branco”.

“O BE não abdicará do que é o essencial do seu programa”, caso venha a governar em coligação, garante a porta-voz em entrevista ao Diário de Notícias.

Sobre a reestruturação da dívida, uma das bandeiras bloquistas defendida por algumas figuras da ala socialista, “quem tem faltado é o PS porque tendo analisado e reconhecido o problema, quando chegou à hora do programa de governo essa ideia desapareceu”. António Costa “não quer pôr esse tema em cima da mesa porque tem medo que lhe batam com a porta na cara em Bruxelas”, disse.

“É difícil a reestruturação? Claro que é. Mas a pergunta é: ‘E se não a fizermos, o que é que está do outro lado?’ (…) Depois de já termos vendido os anéis e praticamente cortado os dedos, o que vamos fazer mais?”, questiona a cabeça de lista do Bloco pelo círculo do Porto.

Para “parar” a austeridade que “transfere rendimentos do país para o estrangeiro e desvaloriza o trabalho”, Catarina Martins defende ainda a necessidade de uma reforma fiscal, de “medidas claras de proteção do trabalho, contra a precariedade e com proteção da dignidade do salário”. (Noticias ao Minuto)

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