Costa “não se recomenda” em matéria de estabilidade fiscal, diz Portas

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O presidente do CDS-PP acusou, na terça-feira à noite, o secretário-geral socialista de não ser recomendável em matéria de estabilidade fiscal, porque “com uma mão quebra o compromisso no IRC e com outra mete-se numa experiência perigosa na TSU”.

(D.R)
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“António Costa foi hoje almoçar com empresários e disse-lhes que era pela estabilidade fiscal. Nós somos pela estabilidade fiscal, mas se há uma pessoa que não se recomenda, do ponto de vista de dar estabilidade às leis fiscais, é precisamente António Costa”, afirmou Paulo Portas.

O líder centrista sustentou que o secretário-geral do PS “com uma mão quebra o compromisso no IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas)” e “com outra mete-se numa experiência perigosa na Taxa Social Única (TSU)”, em que “já nem os próprios socialistas acreditam”.

Portas referia-se às declarações do secretário-geral do PS, António Costa, proferidas na terça-feira perante uma plateia de empresários, de que Portugal tem de acabar com a confrontação permanente e entrar num clima não apenas de estabilidade política, mas também de estabilidade legislativa e fiscal.

O vice-primeiro-ministro discursava durante um jantar com apoiantes da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), num restaurante de Évora, após visitar as instalações do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE) e do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA) e a incubadora de empresas ÉvoraTech.

O governante realçou que “estabilidade fiscal é manter a reforma do IRC”, porque “provou dar bons resultados”, assinalando que, quando “o IRC começou a baixar, o investimento começou a subir e, a partir do momento em que o investimento começou a subir, a criação de emprego melhorou imediatamente”.

Sobre o que apelidou de “experimentalismo com a TSU”, Paulo Portas advertiu que a sustentabilidade das pensões “é um tema suficientemente sério para não ser posto em jogo nem em risco, com políticas de curtíssimo prazo, que visam estimular um consumo que já está a crescer por si próprio”.

“Não se sacrifica o longo prazo nem o médio prazo de uma questão essencial como é previsibilidade das pensões, em nome de engenharias de curto prazo, que, ainda por cima, são de muita duvidosa eficácia económica”, criticou.

O presidente do CDS-PP contrapôs que, atualmente, o país regista “crescimento a consolidar, confiança a subir, criação de emprego a melhorar, exportações a bater recorde e investimento finalmente a disparar”.

“Este é o caminho. António Costa diz que há outro caminho, nós preferimos resultados a promessas”, concluiu. (Noticias ao Minuto)

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