Conferência na Beira reúne Chissano, Dhlakama e Simango

Joaquim Chissano ex-presidente de Moçambique (REUTERS)
Joaquim Chissano ex-presidente de Moçambique (REUTERS)
Joaquim Chissano ex-presidente de Moçambique (REUTERS)

Para assinalar os 20 anos da sua criação, a Universidade Católica de Moçambique juntou na sua unidade principal na cidade da Beira, figuras de proa da política do país, nomeadamente o antigo presidente Joaquim Chissano, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e o presidente do MDM, Davis Simango.

O actual momento de tensão política que se vive no país, prendeu a atenções dos presentes, com o antigo presidente Joaquim Chissano a considerar que os políticos devem escutar-se entre si sem imposições para o exercício da democracia no país. “Como a democracia não é um fato pronto a vestir, e sofre uma evolução sempre, nós temos que enraizar sobretudo os instrumentos Iara a aplicação dessa democracia e isso exige que todos estejamos juntos, unidos e discutamos sem imposições as ideias que podem melhorar o nosso processo democrático”, disse Joaquim Chissano.

Chissano disse ainda que a construção da democracia não deve ser feita por duas entidades apenas isto é pelo governo liderado pela Frelimo e pela Renamo e que o diálogo político deve abranger o povo e outras organizações para alcançar-se a paz.
“Hoje o diálogo confirma-se a duas entidades, o Governo e a Renamo, mas queremos um diálogo que vai se expandindo para abranger a todos nós, o povo, e outras organizações, há uma construção da democracia e a construção da democracia não pode ser feita por duas entidades só”, sublinhou o antigo chefe de estado Moçambicano.

Neste mesmo fórum, Afonso Dhlakama voltou a mostrar-se disponível para dialogar com o Presidente da República, Filipe Nyusi, aproveitando a presença de Joaquim Chissano para que este leve a mensagem ao Chefe de Estado Moçambicano.
“Eu estou disponível e afirmo isso perante o presidente Joaquim Chissano, se de facto ele poder levar a mensagem ao meu irmão Nyusi que o Dhlakama quer negociações quer concretas. Apertei as mãos ao Presidente Chissano e Guebuza por várias vezes, e fiz o mesmo ao Presidente Nyusi, mas não posso continuar a apertar as mãos sem coisas concretas, quero a paz, não quero guerra, o que reafirmo nos menus discursos. Mas se vierem atacar-me como direito à vida tenho que me defender. Estou disposto para começar amanhã negociações sérias com agendas concreta e não o que está a acontecer no Joaquim Chissano aonde ouvimos o Pacheco a insultar-nos” afirmou o líder da Renamo.

Por seu turno, o Arcebispo Emérito da Igreja Católica, Dom Jaime Gonçalves, que foi um negociadores do diálogo que culminou com o Acordo Geral de Paz de 1992, apelou aos líderes políticos para que não se envergonhem e enveredem pelo diálogo para que se alcance a paz.

O diálogo Político entre o governo e a Renamo está suspenso há semanas e o país continua expectante quanto à realização do encontro entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, que está dependente dos condicionalismos impostos pela Renamo. (VOA)

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