Comissão Europeia rejeita interferência na campanha

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Oposição criticou declarações do vice-presidente Valdis Dombrovskis sobre o Novo Banco. Bruxelas diz que só houve comentários aos “factos”.

A Comissão Europeia rejeitou hoje que a posição que assumiu na passada semana sobre o Novo Banco tenha constituído uma interferência na campanha eleitoral em Portugal, sustentando que o vice-presidente Valdis Dombrovskis só comentou factos.

Questionado durante a conferência de imprensa diária da Comissão sobre as críticas dos partidos da oposição à intervenção do vice-presidente responsável pelo euro, que considerou que o impacto da operação de capitalização do Novo Banco no défice de 2014 era uma questão meramente contabilística e que não exige medidas orçamentais compensatórias, o porta-voz do executivo comunitário rejeitou que tal possa ser entendido como uma intromissão a favor dos partidos da coligação PSD/CDS-PP.

“Relativamente à declaração que (o vice-presidente) fez sobre o banco (Novo Banco), foi uma declaração limitada aos factos, e claro que não pode, nem deve ser, de forma alguma interpretada como sendo algo mais” do que isso, afirmou hoje o porta-voz Margaritis Schinas.

A declaração de Dombrovskis, que desvalorizou a subida do défice orçamental de 2014 para 7,2% do PIB (contra os 4,5% reportados anteriormente) provocada pelo adiamento da venda do Novo Banco, sublinhando tratar-se de algo pontual que “não afeta o trajeto de Portugal de correção do défice excessivo nem exige medidas compensatórias”, foi duramente criticada por vários partidos da oposição, tendo a delegação do PS ao Parlamento Europeu anunciado no sábado que questionou a Comissão sobre o que classifica como uma “intromissão” na campanha eleitoral com vista às eleições legislativas de 04 de outubro.

“Não estou a par de uma carta, mas se há uma carta para o vice-presidente, claro que ele responderá”, limitou-se a referir o porta-voz da Comissão. (dn.pt)

 

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