Chefe de Estado aborda situação dos Grandes Lagos com enviado especial da ONU

Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebe enviado especial do Secretário Geral da ONU, Thomas Perrillo (à esq) (Foto: Francisco Miudo)
Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebe enviado especial do Secretário Geral da ONU, Thomas Perrillo (à esq) (Foto: Francisco Miudo)
Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebe enviado especial do Secretário Geral da ONU, Thomas Perrillo (à esq) (Foto: Francisco Miudo)

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, recebeu nesta segunda-feira em audiência, no Palácio Presidencial, o enviado especial do Secretário-geral das Nações Unidas para a Região dos Grandes Lagos, Thomas Perrillo, com quem abordou a situação de paz e segurança nesta zona da África Central.

À saída da audiência, o diplomata afirmou à imprensa que solicitou a opinião e os conselhos do Chefe de Estado angolano (actual presidente em exercício da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos – CIRGL) sobre certo número de questões e preocupações da região.

“Solicitei os conselhos do Presidente José Eduardo dos Santos sobre as questões de fundo no concernente à neutralização das Forças Negativas da Região dos Grandes Lagos, em particular a questão das Forças Democráticas de Libertação do Ruanda (FDLR) que ainda permanece pendente”, salientou.

Thomas Perrillo destacou os esforços empreendidos pelas Forças Armadas da República Democrática do Congo no combate a estas forças rebeldes, mas disse desejar que haja uma maior mobilização para erradicar-se definitivamente estas forças negativas.

“Há também a questão da execução (ou aplicação) das declarações de Nairobi sobre os ex-M23 e sobre todas estas questões. Tive o privilégio de receber orientações do Presidente angolano, na sua qualidade presidente da CIRGL”, frisou.

Informou que abordou ainda com o líder angolano várias questões ligadas às crises político-militares na região, com destaque para a situação do Burundi, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana.

Explicou que deu a conhecer ao estadista angolano as perspectivas da realização de uma Conferência de Investimento do Sector Privado dos países da região, que está prevista para os dias 24 e 25 de Fevereiro de 2016, em Kinshasa, RDC.

Salientou que, para este evento, solicitou o apoio do Presidente José Eduardo dos Santos, dada a importância de Angola na região e em África.

A CIRGL foi criada após os conflitos políticos que marcaram a região dos Grandes Lagos, em 1994.

Dela fazem parte Angola, Burundi, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, testemunhou a audiência. (Angop)

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