Cerca de duas mil pessoas engajadas na recolha de resíduos sólidos em Viana

LIXO EM UM DOS PONTOS DE LUANDA. (Foto: Angop)

Aproximadamente duas mil pessoas participam hoje, quarta-feira, em Viana, Luanda, numa mega campanha de limpeza para combater os elevados focos de lixo nessa municipalidade, adiantou o administrador local, Manuel Caterça.

LIXO EM UM DOS PONTOS DE LUANDA. (Foto: Angop)
LIXO EM UM DOS PONTOS DE LUANDA. (Foto: Angop)

Segundo o responsável, que falava hoje à imprensa, trabalhadores de operadoras públicas, privadas e população, estão mobilizados para participarem da campanha, que vai contar com o contributo de cerca de cem camiões, dentre outros meios técnicos.

“ Essa iniciativa do governador da província surge para dar resposta aos amontoados de lixo que se registam na cidade de Luanda, mas importa referir que o trabalho das várias operadoras que actuam nos diversos municípios vai continuar”, disse.

Salientou que em função dos reduzidos recursos financeiros que as administrações dispõem para a recolha do lixo, é necessário que toda a sociedade participe desse processo, pois, o problema do lixo “não é apenas um problema do governo, mas de toda a sociedade”, enfatizou.

Apelou aos munícipes uma atitude mais responsável no tratamento dos resíduos sólidos, por forma a se inverter o actual quadro.

“ São os munícipes que produzem o lixo, que atiram garrafas nas ruas, vendem nas ruas, cozinham e deixam aí o lixo resultante, pelo que é necessário uma mudança de atitude”, frisou.

A nível de Viana estão já identificados os principais focos de lixo, mas a prioridade será dada para a extensão da estrada nacional 230.

Uma estratégia suplementar para a recolha de resíduos sólidos em todos os municípios de Luanda começa a ser implementada hoje para se combater os actuais focos de lixo em vários pontos da cidade.

A vice-governadora provincial, Njila de Carvalho, reconheceu recentemente que há problemas com a remoção de resíduos sólidos na capital do país, daí o surgimento dessa iniciativa que junta meios técnicos e humanos das administrações municipais, particulares, população e serviço de bombeiros, para  limpeza dos municípios.

A ideia é juntar sinergias de todas as administrações municipais, definir uma municipalidade e todos se engajarem na limpeza dessa circunscrição.

No mês de Agosto entrou em funcionamento na província de Luanda um novo modelo de recolha de resíduos sólidos. Contudo, tendo em conta a redução das verbas destinadas às operadoras de lixo, algumas recolheram os seus meios técnicos (como contentores) e humanos, desistindo do processo de limpeza da capital do país.

Para se desfazer dos amontoados de resíduos na capital, ante as dificuldades da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (Elisal), a população optou por queimar o lixo, mas o ambientalista Vladimir Russo alertou que esta prática tem efeitos nocivos ao sistema ecológico.

A queima do lixo, disse, compromete a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças. (Angop)

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