CEDEAO nomea equipa de mediadores para crise política na Guiné-Bissau

Presidente guineense José Mario Vaz com homólogo sengalês Macky Sall (AFP FOTO/MOUSSA SOW)
Presidente guineense José Mario Vaz com homólogo sengalês Macky Sall (AFP FOTO/MOUSSA SOW)
Presidente guineense José Mario Vaz com homólogo sengalês Macky Sall
(AFP FOTO/MOUSSA SOW)

Na cimeira extraordinária dos Chefes de Estado da CEDEAO foi criado um grupo de trabalho para mediar a crise política da Guiné-Bissau. A equipa será encabeçada por Macky Sall, Alpha Condé e Olusegun Obasanjo. O Presidente da CEDEAO, Macky Sall, avistou-se esta tarde com o Presidente guineense, José Mário Vaz e com o primeiro-ministro deposto. Em entrevista à RFI, Domingos Simões Pereira falou deste encontro.

“Foi um encontro de cortesia, simplesmente cumprimentar o sr. Presidente da República, agradecer toda a atenção que ele tem consagrado à situação da Guiné-Bissau. Todo os esforço que os países da CEDEAO têm feito no acompanhamento da actual situação e na procura de uma situação política para o contexto que ainda vivemos na Guiné-Bissau. Não posso entrar em muitos mais detalhes”. disse Domingos Simões Pereira.

Domingos Simões Pereira disse ainda estar satisfeito com as conclusões da cimeira de chefe de Estado da CEDEAO que terminou ontem em Dacar: “Pude constatar que os países se mantêm mobilizados na situação da Guiné-Bissau, porque há um reconhecimento da ordem constitucional e do direito democrático, e por isso tudo o que se está a fazer na componente política é para criar um ambiente apaziguado, de paz e estabilidade para que de facto as instituições possam funcionar”.

“Foi um encontro de cortesia, simplesmente cumprimentar o sr. Presidente da República, agradecer toda a atenção que ele tem consagrado à situação da Guiné-Bissau. Todo os esforço que os países da CEDEAO têm feito no acompanhamento da actual situação e na procura de uma situação política para o contexto que ainda vivemos na Guiné-Bissau. Não posso entrar em muitos mais detalhes”. disse Domingos Simões Pereira.

Domingos Simões Pereira disse ainda estar satisfeito com as conclusões da cimeira de chefe de Estado da CEDEAO que terminou ontem em Dacar: “Pude constatar que os países se mantêm mobilizados na situação da Guiné-Bissau, porque há um reconhecimento da ordem constitucional e do direito democrático, e por isso tudo o que se está a fazer na componente política é para criar um ambiente apaziguado, de paz e estabilidade para que de facto as instituições possam funcionar”.

Na cimeira extraordinária dos Chefes de Estado da CEDEAO foi criado um grupo de trabalho para mediar a crise política da Guiné-Bissau. Como explicou à RFI o chefe de Estado José Mário Vaz: “Nós conseguimos chegar a um acordo que é precisamente a busca de soluções para os problemas que enfrentamos na Guiné-Bissau. Foram escolhidas três personalidades; o Presidente do Senegal, Macky Sall, o homólogo da Guiné Conacri Alpha Condé e o antigo Presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo3.

Os chefes de Estado da CEDEAO presentes cimeira de Dacar recomendaram ainda que a constituição guineense seja revista de forma a evitar no futuro conflitos de intrepretação dos poderes dos órgãos de soberania.

Segundo o blog guineense “ditadura do consenso” durante a reunião o Presidente da Guiné Conacri, Alpha Condé terá criticado o Chefe de Estado José Mário Vaz que acusou “faltar à verdade”.

O presidente guineense José Mário Vaz foi recomendado a cumprir com a decisão do Supremo Tribunal de Justiça; auscultar os partidos com assento parlamentar e respeitar a nomeação do primeiro-ministro pelo PAIGC, partido vencedor do último escrutínio legislativo.

Na cimeira dos Chefes de Estado e de governo da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunidos ontem na capital do Senegal, voltou-se a afirmar o apego aos princípios de Estado de direito. O nosso correspondente em Dacar, Cândido Camará acompanhou a cimeira e deixa-nos os detalhes do encontro. (rfi.fr)

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