CDU: Combater “ação predadora” da direita contra a cultura

Menino de 5 anos disse a Jerónimo de Sousa que quando fosse grande queria ser primeiro-ministro (Foto: OCTÁVIO PASSOS/LUSA)
Menino de 5 anos disse a Jerónimo de Sousa que quando fosse grande queria ser primeiro-ministro (Foto: OCTÁVIO PASSOS/LUSA)
Menino de 5 anos disse a Jerónimo de Sousa que quando fosse grande queria ser primeiro-ministro (Foto: OCTÁVIO PASSOS/LUSA)

Líder da CDU garantiu a figuras do mundo da cultura que irá apresentar propostas que reforcem o orçamento do setor.

Jerónimo de Sousa reagiu com espanto ao ouvir o menino de 5 anos que segurava ao colo dizer que queria ser “primeiro-ministro” depois de o avô lhe perguntar o que queria ser quando fosse grande.

“Não faz por menos”, exclamou o líder da CDU, dirigindo–se ao escritor e jornalista César Príncipe enquanto lhe devolvia o neto. Ficou por saber o que diria Jerónimo de Sousa se tivesse ouvido a criança acrescentar que queria ser primeiro-ministro “pela CDU” ou “pelo BE” porque “não quer mentir”.

O episódio ocorreu na Cooperativa Árvore, no Porto, onde Jerónimo de Sousa – apresentado pelo antigo deputado dos comunistas Honório Novo – garantiu a figuras do mundo da cultura ir apresentar propostas que reforcem o orçamento do setor e combater a “ação predadora” da “política de direita”, que “tinha forçosamente de degradar as condições de trabalho dos intelectuais”.

Com vinho do Porto branco e vinho branco a saciar a sede dos presentes numa tarde de muito calor no edifício sobranceiro ao rio Douro, Jerónimo de Sousa começou por posar ao lado de uma apoiante que quis tirar uma selfie com o líder comunista. “Ai, que bom, já posso mostrar aos meus netos, um dia”, observou a admiradora depois de lhe dar dois beijos.

Jerónimo de Sousa, sem tirar o casaco escuro e com um cigarro que escondia na mão direita entre duas passas, ouviu versos do livro Poemas da Minha Vida (leia-se do próprio líder comunista) antes de condenar “os sucessivos cortes” nos apoios financeiros que obrigam “muitos profissionais a trabalhar como amadores, a não contratação de novos docentes e “o bloqueio” das suas carreiras remuneratórias, ou o “estrangulamento e extinção” dos laboratórios do Estado.

Aos jornalistas, além de criticar a sugestão da UE para Portugal aumentar os impostos sobre o consumo porque “é mais uma forma de empobrecer quem trabalha” e tributa ricos e pobres por igual, o líder da CDU viu-se ainda no papel de defensor involuntário do PS.

Já em Gondomar, Jerónimo de Sousa participou numa arruada em que muitos populares o foram cumprimentar e dirigir-lhe palavras de apoio. A satisfação era tal que o líder da CDU, num inesperado e vibrante grito, não se conteve no final da intervenção: “Viva os trabalhadores e o povo, viva a CDU.” (dn.pt)

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