Cabo Verde acolhe ateliê internacional sobre Recenseamento Geral da Agricultura

Bandeira de Cabo Verde (D.R)
Bandeira de Cabo Verde (D.R)
Bandeira de Cabo Verde (D.R)

Um ateliê internacional de formação em técnicas e práticas para a realização do recenseamento geral da agricultura realiza-se a partir desta segunda-feira na cidade da Praia, apurou a PANA de fonte segura no local.

Peritos de Cabo Verde, do Benin, da Mauritânia, do Mali, do Burkina Faso, da Nigéria, da Côte d’Ivoire e da Etiopia participam neste evento, organizado pelo Ministério cabo-verdiano do Desenvolvimento Rural em parceira com o Instituto Nacional de Estatísticas e a Comissão Económica das Nações Unidas para África.

A sua realização acontece num momento em que Cabo Verde vai realizar, a partir de outubro  próximo, o seu V Recenseamento Geral da Agricultura (RGA), utilizando, pela primeira vez, novas tecnologias a serem compartilhadas com peritos de outros países presentes no fórum.

A operação terá a duração de três meses, conforme precisou o Instituto Nacional de Estatística (INE), entidade que coordena tecnicamente o recenseamento em Cabo Verde.

Para além da geo-referenciação das parcelas agrícolas, que dará ao ministério do Desenvolvimento Rural dados para focalizar as suas intervenções futuras.

O recenseamento agrícola contempla também a medição das áreas de cultivo, da produção e permitirá ainda proceder à repartição das famílias agrícolas por sexo, entre outras ações.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, o empreendimento é estratégico para Cabo Verde, uma vez que, frisou, é a única operação estatística que permitirá ao país ter informações fundamentais a fim de conhecer a dinâmica do setor agrícola a nível nacional.

O primeiro recenseamento agrícola no arquipélago cabo-verdiano teve lugar em 1963, ainda durante o período colonial, tendo os outros três ocorrido depois da independência, em 1978, 1988 e 2005.

O quinto devia acontecer em 2014, já que a recenseamento agrícola é feito de 10 em 10 anos, mas dificuldades financeiras impediram o avanço da operação que arrancará em outubro próximo.

No total, vão estar envolvidas no processo cerca de 500 pessoas, entre as quais agentes, supervisores e delegados do ministério cabo-verdiano do Desenvolvimento Rural. (Panapress)

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