Bruxelas vai ordenar aos governos europeus a recepção compulsiva de mais 120 mil refugiados

(Jornal de Negócios)
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Os países europeus têm de receber com urgência e com carácter obrigatório mais 120 mil refugiados, além dos 40 mil já propostos, disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

Os Estados europeus têm a obrigação jurídica e moral de receber quem procura protecção e têm de demonstrar internamente solidariedade com os países europeus que estão já a acolher o essencial dos deslocados, disse nesta quarta-feira, 9 de Setembro, o presidente da Comissão Europeia.

Falando perante o Parlamento Europeu, no âmbito do debate sobre o estado da União Europeia, Jean-Claude Juncker confirmou que vai avançar com uma proposta que prevê a distribuição com “urgência” e com carácter “compulsivo” mais 120 mil refugiados, além dos 40 mil já propostos.

Essa proposta – que, segundo o Financial Times, preverá multas para os países que rejeitem a sua quota – será discutida na cimeira extraordinária, marcada para a próxima segunda-feira, 14 de Setembro.

O presidente da Comissão Europeia apelou a uma maior unidade, reiterando a necessidade de criar um mecanismo permanente para que a UE possa accionar em crises migratórias. “A crise dos refugiados não estará resolvida tão cedo. É importante não termos ilusões a esse respeito”.

“A Europa não pode abrigar toda a miséria do mundo, mas vamos ser honestos e colocar as coisas em perspectiva: a vaga de refugiados é inédita mas eles ainda representam apenas 0,11% da população da União Europeia. No Líbano, por comparação, os refugiados representam 25% da população, e este é um país que tem apenas um quinto da riqueza” dos europeus, frisou, lembrando que os europeus não podem esquecer que, após a devastação da II Guerra Mundial, havia 60 milhões de europeus refugiados. (Jornal de Negócios)

por Eva Gaspar

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