Brasil: Imigrante senegalês é chamado de ‘macaco’ e ‘negro fedido’ em Londrina (PR)

Ngale Ndayne mora no Brasil há apenas um ano. (Reprodução/TV Record)
Ngale Ndayne mora no Brasil há apenas um ano. (Reprodução/TV Record)
Ngale Ndayne mora no Brasil há apenas um ano. (Reprodução/TV Record)

Um comerciante oriundo do Senegal foi agredido, ofendido e chamado de “macaco” e “negro fedido” enquanto trabalhava. O caso de racismo aconteceu na cidade de Londrina, no Paraná.

Ngale Ndayne é visto com frequência vendendo relógios em frente ao shopping Royal Plaza. O homem foi abordado na última quinta (9) aos tapas e xingamentos por uma mulher exaltada, que ainda atirou uma banana nele.

Mulher foi encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial. (Reprodução/TV Record)
Mulher foi encaminhada ao Centro de Atenção Psicossocial. (Reprodução/TV Record)

O estudante Adriano Reis, que passava pelo local no momento do crime, afirmou que a mulher estava descontrolada.

A agressora, de 45 anos, foi encaminhada para o Centro de Atenção Psicossocial, no norte da cidade paranaense. No entanto, ainda de acordo com a reportagem, ela não responderá pelo crime de racismo: segundo o delegado João Batista Reis, a moça aparenta ter problemas mentais e, por isso, não sofrerá acusações.

Senegalês vive da renda que consegue vendendo relógios. (Reprodução/TV Record)
Senegalês vive da renda que consegue vendendo relógios. (Reprodução/TV Record)

Em entrevista à RIC TV, afiliada da Rede Record, Ndayne contou que, apesar do ocorrido, foi a primeira vez que sentiu que sofreu preconceito desde que chegou ao Brasil, há um ano. Aqui, o senegalês consegue juntar uma renda de cerca de R$ 900 por mês com a venda de relógios – o dobro do valor que acumulava quando morava em seu país natal. (Yahoo)

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