Biografia de ex-aliado narra os excessos do primeiro ministro britânico quando era estudante

(AFP)
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Drogas, trotes com conotações sexuais e noites de libertinagem: uma biografia de um multimilionário, ex-vice-presidente do Partido Conservador, descreve os excessos supostamente cometidos pelo primeiro-ministro britânico David Cameron quando estudante em Oxford.

O livro foi escrito por Michael Ashcroft, Lorde Ashcroft, e será publicado em Outubro, mas nesta segunda-feira o jornal Dialy Mail publicou alguns trechos que geraram a hashtag #Piggate (o escândalo do porco) nas redes sociais.

A hashtag refer-se a um episódio descrito no livro que afirma que Cameron introduziu supostamente “uma parte privada da sua anatomia” na boca de um porco morto, como parte de um trote da sociedade secreta Piers Gaveston, conhecida por seus ritos estranhos.

O gabinete de Cameron negou fazer qualquer comentário sobre a publicação da biografia e George Osborne, ministro das Finanças e número dois do governo, disse que não teve acesso ao livro.

Lorde Ashcroft, um empresário multimilionário muito próximo dos conservadores, admite ter escrito o livro “Call me Dave” por vingança, por não ter obtido um cargo importante que Cameron o teria prometido após a sua reeleição em Maio.

No livro é citado o testemunho de um ex-colega de universidade de Cameron que afirma que fumou liamba com ele e que integrou um grupo de fumadores de liamba chamado “Flam Club” em Oxford.

Repetidamente perguntado sobre o tema no passado, Cameron sempre se limitou a responder que havia “vivido a experiência clássica de um estudante”.

Cameron, que fazia “um grande sucesso com as mulheres” quando era estudante em Oxford, de acordo com o livro, foi um membro do Clube Bullingdon, reservado a elite rica e famosa, no qual os excessos alcoólicos culminam com actos de vandalismo.

Lorde Ashcroft finalmente acusa David Cameron de saber perfeitamente já em 2009 que não tinha residência fiscal no Reino Unido, enquanto ele afirma que só ficou ciente em 2010, depois de ter sido eleito primeiro-ministro. (AFP)

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