Bié: Comandante defende mais rigor na atribuição de carta de condução

BIÉ: COMISSÁRIO EDUARDO FERNANDO CERQUEIRA - COMANDANTE PROVÍNCIAL DA POLÍCIA NACIONAL (Foto: Julino Capingala)

Cuito – O comandante do comando provincial da Polícia Nacional no Bié, comissário Eduardo Fernandes Cerqueira, defendeu hoje, segunda-feira, na cidade do Cuito, a necessidade de haver mais rigor na habilitação e emissão de cartas e licenças de condução para os jovens.

BIÉ: COMISSÁRIO EDUARDO FERNANDO CERQUEIRA - COMANDANTE PROVÍNCIAL DA POLÍCIA NACIONAL (Foto: Julino Capingala)
BIÉ: COMISSÁRIO EDUARDO FERNANDO CERQUEIRA – COMANDANTE PROVÍNCIAL DA POLÍCIA NACIONAL (Foto: Julino Capingala)

Em declarações à imprensa local, comissário Eduardo Fernandes Cerqueira sublinhou a necessidade dos condutores, mormente jovens, serem cada vez mais responsáveis durante a condução, visando evitar que o país tenha um futuro de luto e mutilações.

“É constrangedor a sociedade assistir muitos jovens a perderem a vida nas estradas, devidos aos acidentes de viação, como consequência da inobservância, por parte de uns, e do desconhecimento por parte de outros, das normas de trânsito, condução em estado de embriaguês, excesso de velocidade, entre outras causas”, disse.

Sem adiantar o número de cartas de condução emitidas na região, disse que as violações nas estradas são resultado da fraca preparação dos automobilistas, que mesmo demonstrando debilidades durante a formação, acabam por ser habilitados o que se reflecte negativamente no comportamento de muitos condutores nas estradas.

Por isso, advogou que além da avaliação técnica e dos preceitos do código de estrada, tidos até aqui como elementos essenciais, a certificação dos futuros automobilistas devia passar também pela avaliação psicológica dos candidatos, como critério para a outorga da carta de condução.

O comissário acredita que a ausência deste princípio tornou a sinistralidade rodoviária na segunda maior causa de morte em Angola, envolvendo viaturas geralmente conduzidas por jovens, salientando que tal quadro pode-se inverter com a conjugação de esforços dos diversos actores sociais.

Louvou a iniciativa de algumas instituições que sensibilizam constantemente os automobilistas sobre os efeitos da sinistralidade rodoviária, uma acção que no seu entender ainda é insuficiente para conter a onda de violência nas estradas. (Angop)

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