Apenas metade de africanos estão satisfeitos com a democracia no continente

Eleições tendem a ser mais livres em África. (Foto: arquivo/VOA)
Eleições tendem a ser mais livres em África. (Foto: arquivo/VOA)
Eleições tendem a ser mais livres em África. (Foto: arquivo/VOA)

Um estudo do Afrobarometer indica que 51 por cento de cidadãos de 28 países africanos acreditam que os seus países são democráticos ou são democracias com alguns problemas.

Os dados são baseados em entrevistas individuais a 42 mil pessoas, sendo Cabo Verde o único país de expressão portuguesa abrangido.

Em dez dos 28 países, os inqueridos disseram que viviam em países não democráticos ou em democracias com muitos problemas. Mas os níveis de satisfação tiveram variações substanciais: Botswana (72%), Namíbia (68%); Cabo Verde (26%) e Madagáscar (11%).

Em relação às últimas eleições nos seus países, sete em cada 10 inqueridos responderam que tinham sido livres e justas, mas com alguns problemas. Maurícias e Senegal tiveram valores acima dessa média – nove em cada dez pessoas.

Swazilândia e Zimbabwe surgem como países com menos liberdade de expressão, com respectivamente 18% e 27% de inqueridos afirmando que há liberdade, contra 70% ou mais em países como Tanzânia, Namíbia, Senegal, Botswana e Malawi.

Neste indicador, 56% de cabo-verdianos inqueridos disseram que no arquipélago havia total liberdade de expressão.

Afrobarometer é uma organização que estuda as percepções de cidadãos sobre a democracia, governação, economia, sociedade civil e outros assuntos africanos. (VOA)

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