Apelos à paz dominam a ONU

Nova York: Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, discursa na assembleia geral das Nações Unidas (Foto: Angop)

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, discursa amanhã no debate geral da 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas, marcado até agora por um forte apelo à paz mundial, respeito ao ambiente e uma acção conjunta de combate ao terrorismo.

Nova York: Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, discursa na assembleia geral das Nações Unidas (Foto: Angop)
Nova York: Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, discursa na assembleia geral das Nações Unidas (Foto: Angop)

Na abertura do debate, na segunda-feira, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, falou das vantagens da Agenda de Desenvolvimento Sustentável pós-2015 aprovado por unanimidade por todos os países membros da organização. Ban Ki-moon defendeu que as promessas escritas se ponham em prática. “Isso seria um chamamento aos princípios da Carta das Nações Unidas e seria favorável para aproveitar as oportunidades que a nossa era oferece”, disse.

À margem da Assembleia-Geral da ONU, a delegação angolana desenvolve em Nova Iorque uma intensa agenda diplomática, com muitos dos encontros a serem solicitados por representantes de outros países. No quadro da agenda bilateral de Angola, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, teve segunda-feira encontros bilaterais com os homólogos do Burundi, Eritreia, Eslováquia, Macedónia e com Jean-Marie Guehenno, presidente do International Crisis Group, uma ONG fundada em 1995 e voltada à resolução e prevenção de conflitos armados internacionais.

O International Crisis Group cruza o trabalho de especialistas no terreno com o trabalho de consciencialização a partir de escritórios localizados nos quatro continentes.

No dia anterior, igualmente à margem do debate geral da Assembleia da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Burundi, Alain Amie Nyamitwe, também foi recebido por Chikoti. As duas entidades abordaram questões atinentes com a candidatura daquele país a membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU para o período 2016-2018. Alain Nyamitwe disse ter solicitado o encontro para exprimir a sua posição quanto ao papel que o seu país pode vir a desempenhar no Conselho dos Direitos Humanos.

No termo do encontro, Nyamitwe assegurou que a situação política no seu país está controlada e que doravante o foco vai ser trabalhar e lidar com o quadro preocupante de refugiados, no sentido dos mesmos regressarem às suas terras de origem e retomarem o curso das suas vidas. PO ministro burundês reconheceu que Angola jogou um “papel positivo” no processo de estabilização e paz no seu país.

“Angola procura sempre assumir uma posição que esteja alinhada com os princípios das relações internacionais que estabelecem o respeito à soberania dos Estados e a não interferência nos assuntos internos de outros países”, disse Nyamitwe.

O papel de Angola tem sido o de assegurar que a paz e a estabilidade permaneçam no Burundi, enquanto valores fundamentais para a região, disse. “A paz e a estabilidade no Burundi significam também paz e estabilidade na região”, sublinhou.

Num outro encontro, o ministro das Relações Exteriores abordou com o vice-primeiro ministro e ministro das Relações Exteriores da Eslováquia, Miroslav Laicák, questões da paz e segurança a nível do mundo. Mas foi a luta contra o terrorismo nos anos que seguem a 2015 que serviu de mote para o encontro.

A Macedónia está interessada em estabelecer um consulado em Angola. A questão foi analisada durante uma audiência que o ministro das Relações Exteriores concedeu ao seu homólogo macedónio, Nikola Poposki. No encontro, foram ainda passadas em revista aspectos ligados à cooperação bilateral e da cooperação multilateral, no quadro das Nações Unidas.

Georges Chikoti recebeu também em audiência o director executivo do Centro Global para Responsabilidade e Protecção, Simon Adams, com quem teve um debate construtivo sobre a importância de se fazer um balanço dos esforços nacionais, regionais e globais para prevenir atrocidades em massa, bem como os vários desafios que tem pela frente. (jornaldeangola.ao)

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