António Costa acusa: “A direita esconde o seu programa”

(Foto: PEDRO NUNES/LUSA)
(Foto: PEDRO NUNES/LUSA)
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Último mês da campanha de Costa arranca sobre carris. Na partida, secretário-geral do PS acusa Passos de evitar entrevistas para esconder programa da coligação dos eleitores.

António Costa já apanhou, literalmente, o comboio para as legislativas. O secretário-geral do PS iniciou esta manhã uma viagem entre Lisboa e Porto, com várias paragens, numa ação que vai marcar o andar da carruagem da campanha socialista. Falta um mês para chegar ao destino: o escrutínio de 4 de outubro.

Logo pela manhã, na estação do Oriente, o secretário-geral do PS comentava a manchete do DN sobre o facto de Passos Coelho estar a evitar dar entrevistas. António Costa disse que esta é a prova que “a direita está a esconder o seu programa na campanha eleitoral, tal como escondeu há quatro anos”. O secretário-geral socialista exemplificou: “Também há quatro anos, a direita disse que não aumentava imposto e aumentou, disse que não cortava salários e cortou”.

Para Costa, o facto de Passos limitar as suas aparições públicas é uma estratégia para esconder dos portugueses medidas mais incómodas como “o corte de 600 milhões de euros nas pensões”, a “fobia privatizadora”, a debilidade do Serviço Nacional de Saúde e a “ameaça sobre a escola pública”.

Sobre o arranque de comboio que vai lançar a campanha em cinco distritos (Lisboa, Santarém, Leiria, Aveiro e Porto), Costa lembra que falta “precisamente um mês” para as eleições e congratula-se pelo aproximar da data, já que “finalmente os portugueses vão poder falar”. Nas urnas.

A estação principal na linha que Costa quer seguir até às legislativas é clara: o emprego. A “prioridade fundamental” definida pelo secretário-geral socialista é “criar emprego” e, paralelamente, “repor a dignidade do trabalho” e “travar o ritmo da emigração”.

Costa chama a si a defesa das funções sociais do Estado, defendendo que só o PS poderá garantir o “desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde” e o “enriquecimento da escola pública”. O líder socialista promete “virar a página da austeridade”.

Só mesmo o sinal de partida do comboio, precipitou o fim das declarações de António Costa, que partiu da linha 5 do Oriente, mas quer chegar em primeiro a S.Bento dentro de um mês. A primeira paragem depois de Lisboa é o Entroncamento, segue-se Pombal, Coimbra, Aveiro e, por fim, o Porto, onde fará uma arruada já perto da hora do jantar.

Em todas as paragens Costa vai lançar, localmente e de forma simbólica a campanha. Em Lisboa, Costa chegou ao cais acompanhado dos autarcas socialistas do distrito, incluindo o seu sucessor na autarquia da capital, Fernando Medina.

O objetivo da viagem de comboio, que o DN está a acompanhar, é mobilizar as hostes socialistas para a campanha. Após a passagem de Costa as estrutras locais e distritais vão continuar as ações na rua ao longo do dia. (dn.pt)

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