Angola manifesta-se preocupada com terrorismo internacional

JOÃO LOURENÇO, MINISTRO DA DEFESA (Foto: Francisco Miudo)

O alastramento do terrorismo internacional que já atingiu o continente africano em países como a Nigéria, os Camarões e o Tchad, constitui uma preocupação para as autoridades angolanas, disse nesta segunda-feira, em Luanda, o ministro da Defesa, João Lourenço.

JOÃO LOURENÇO, MINISTRO DA DEFESA (Foto: Francisco Miudo)
JOÃO LOURENÇO, MINISTRO DA DEFESA (Foto: Francisco Miudo)

O governante angolano expressou esta inquietação quando discursava na abertura das conversações oficiais entre delegações de Angola e da Itália, esta última chefiada pela ministra da Defesa, Roberta Pinotti, que chegou domingo a Luanda para uma visita de três dias ao país, no quadro do reforço das relações bilaterais.

“Dai a razão de Angola, apoiada pela comunidade internacional, entre as quais a Itália, vai organizar no próximo mês a conferência internacional sobre a segurança marítima no Golfo da Guiné”, sublinhou  João Lourenço, que espera pelo contributo de todos para tornar os mares e a região do Golfo da Guiné cada vez mais seguros.

Recordou que Angola é um país que desde a sua independência proclamada em 11 de Novembro de 1975, viveu uma situação de conflito até 2002, estando agora empenhado em consolidar a democracia e no desenvolvimento económico e social.

“Nós precisamos de investimentos, mas para que isso ocorra, é preciso garantir a segurança e a estabilidade no país, um esforço que tem sido feito nos últimos anos, não obstante as dificuldades financeiras resultantes da baixa do preço do petróleo no mercado internacional”, informou.

Segundo o ministro, Angola, que actualmente detêm a presidência rotativa da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), tem procurado soluções para a paz nesta região, onde a situação em países como a RD Congo, a República Centro Africana e o Burundi ainda despertam alguma preocupação.

“Estamos optimistas em que com o empenho da comunidade internacional, conseguiremos encontrar a tão almejada paz nesta conturbada região do continente africano”, pontualizou. (Angop)

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