Análises laboratoriais confirmam infecção por vírus do Nilo no Algarve

DGS, dirigida por Francisco George, confirma causas da infecção. (Publico)

Resultados confirmam causa da infecção.

DGS, dirigida por Francisco George, confirma causas da infecção. (Publico)
DGS, dirigida por Francisco George, confirma causas da infecção. (Publico)

As análises laboratoriais a um caso suspeito de infecção pelo vírus do Nilo, transmitido pela picada de mosquito, detectado num cidadão português no Algarve confirmaram a presença desse vírus, revelou esta segunda-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Em nota publicada no site, a DGS indica que os testes de neutralização, específicos para identificação viral, realizados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, e só agora conhecidos, “vieram confirmar a presença do vírus nas amostras colhidas”.

“Estes resultados não alteram a situação anterior, mas confirmam a causa da infecção”, explica a DGS, sublinhando que as medidas preventivas tomadas na altura se mantêm em vigor e que as instituições envolvidas vão continuar a acompanhar a situação.

O caso remonta a Julho e Agosto, altura em que um homem português residente no Algarve desenvolveu a doença que se suspeitou ser provocada pelo Vírus do Nilo Ocidental, tendo entretanto tido alta sem sequelas.

Este episódio levou a DGS a recomendar às autoridades o reforço dos mecanismos de luta contra os mosquitos e à população a redução da exposição corporal à picada do mosquito, usando repelentes e redes mosquiteiras.

O combate à larva dos mosquitos foi também intensificado no Algarve, sobretudo em tanques de água com matérias orgânicas.

O vírus do Nilo não se transmite de pessoa para pessoa, mas unicamente por picada de mosquito do género Culex, podendo, em 20% das infecções, provocar doença febril com manifestações clínicas ligeiras, que raramente pode evoluir para meningite viral. (Publico)

por Lusa

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