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Afonso Dhlakama acusa Frelimo de o querer eliminar
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Afonso Dhlakama acusa Frelimo de o querer eliminar

Líder do maior partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama (Gianluigi Guercia/AFP)

Líder do maior partido da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama
(Gianluigi Guercia/AFP)

O líder da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama foi no final da tarde de ontem alvo de uma “emboscada” quando a comitiva do movimento da perdiz regressava de um comício em Macossa e se dirigia para Chimoio, capital de Manica, no centro do país.

O ataque de ontem na província da Manica a uma caravana de automóveis da Renamo provocou cinco feridos, mas deixou o seu líder Afonso Dhlakama ileso.

A polícia da cidade de Chimoio garante que as circunstâncias em que o ataque aconteceu estão a ser investigadas. A “emboscada” que fora apontada, pelo partido da oposição, da autoria de homens da Unidade de Intervenção Rápida das forças de defesa e segurança de Moçambique. O comandante da Polícia da República de Moçambique, em Manica, Armando Mude, nega que a corporação tenha atacado a coluna de viaturas onde seguia o líder do principal partido da oposição.

O ataque ocorreu em Chibata, junto do rio Boamalanga, quando a comitiva da Renamo se dirigia para Chimoio. Alguns homens da Rernamo responderam aos tiros e perseguiram os autores do tiroteio. O motorista que conduzia  a comitiva de Afonso Dhlakama ficou ferido bem como quatro outros homens do movimento da perdiz.

O Presidente da República Filipe Nyusi reuniu-se, esta manhã, com o líder da Igreja Presbiteriana e não proferiu qualquer comentário sobre este ataque. A notícia não tem sido veiculada pelos órgãos de comunicação social estatal.

Hoje, em conferência de imprensa descreveu o que aconteceu; “os nossos que estavam lá atrás é que responderam fogo. Quando responderam os outros também calaram-se e desapareceram, mas começaram a fazer grito não sei se apanharam tiros ou não. Qual o plano da Frelimo? É sempre o mesmo plano; a Frelimo tem um plano para eliminar o Dhlakama não é para enfraquecer a Renamo. Acabar com o Dhlakama fisicamente para também permitir o fim da democracia porque sou tido com o homem mais forte e, de facto, estou a dar dores de cabeça aos comunistas da Frelimo. Eu não posso recuar, nem tenho medo de morrer. Se eu tivesse apanhado o tiro aí morria”.

O líder da Renamo mostrou, depois deste episódio, disponibilidade para negociar com a Frelimo, no poder, sobre o futuro do país, mas sobre “coisas concretas”. Numa altura em que o país vive um impasse político com Afonso Dhlakama que não reconhece os resultados das eleições gerais e exige governar à força as províncias onde reclama vitória. O Governo de Filipe Nyusi não chegou ao entendimento sobre o desarmamento do principal partido da oposição e as negociações entre Afonso Dhlakma e Filipe Nyusi estão suspensas há várias semanas. (RFI)

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