Acordo entre Angola e África do Sul pode criar reciprocidade na acreditação de cursos superiores

Angola e África do Sul assinam acordos nos domínios do ensino Superior (Foto: Joaquina Bento)
Angola e África do Sul assinam acordos nos domínios do ensino Superior (Foto: Joaquina Bento)
Angola e África do Sul assinam acordos nos domínios do ensino Superior (Foto: Joaquina Bento)

Cursos superiores leccionados em Angola e na África do Sul poderão brevemente ter selos de acreditação em ambos os países, conforme atesta o acordo de cooperação no domínio do ensino superior rubricado hoje, em Luanda, pelos ministros angolano e sul-africano.

Neste sentido, e na sequência do acordo, os governos de Angola e da África do Sul “vão trabalhar na via do reconhecimento mútuo dos estudos, dos cursos, dos títulos académicos e das instituições do ensino superior”.

Sobre o assunto, o ministro angolano do Ensino Superior, Adão do Nascimento, disse à imprensa que o acordo marca o recomeço das relações entre Angola e África do Sul no domínio do ensino superior.

Sobre o “peso” dos diplomas universitários angolanos na esfera internacional, o ministro negou-se a abordar a questão pois, segundo o responsável, era inoportuno naquele contexto dominado pela assinatura do acordo.

“Essa questão não se coloca hoje aqui. O que nos reúne aqui é o encontro com o responsável da África do Sul e, na base do acordo assinado há instantes, também trabalharemos na linha do reconhecimento mútuo dos estudos, títulos e graus académicos entre Angola e África do Sul”, rebateu o responsável.

Da parte sul-africana, o seu ministro do Ensino Superior e da Formação, Blade Nzimande, não avançou qualquer tipo de declaração sobre o assunto, mas concordou com o homólogo angolano quanto a importância do acordo ora assinado.

“É um acordo histórico que vai cimentar a relação histórica entre angolanos e sul-africanos. O acordo vai beneficiar os nossos países que, com isso, poderão trocar experiências e cambiar professores e alunos”, disse Blade Nzimande.

Com distintos pontos, o acordo entre os dois países refere-se também a realização de projectos conjuntos de investigação e visitas de especialistas, peritos e académicos.

O reconhecimento dos diplomas angolanos fora do país é um dos assuntos mais delicados do consulado do ministro Adão do Nascimento que, recentemente, emitiu uma lista de universidades e institutos superiores angolanos que leccionam cursos não reconhecidos pelo Governo.

A visita de trabalho de Blade Nzimande a Angola começou no domingo (27) e inclui passagens à Faculdade de Ciência da Universidade Agostinho Neto e ao Centro Integrado de Formação Técnica (CINFOTEC). (portalangop.co.ao)

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