Acções da Petrobras voltam a afundar mais de 6% após corte de “rating”

(Jornaldenegocios)
(Jornaldenegocios)
(Jornaldenegocios)

A Petrobras está a registar uma queda superior a 6%, no mercado alemão, depois de ter visto confirmado o corte de “rating” da S&P, que colocou a notação financeira da petrolífera em “lixo”.

As acções da Petrobras estão a descer 6,38% para 2,10 euros, no mercado alemão, elevando assim a queda em dois dias para 12,6%. E se ontem a queda foi justificada pelo corte de “rating” que a S&P fez ao Brasil, hoje a descida é justificada com o corte à notação financeira da própria petrolífera.

A S&P acabou por fazer o que os investidores receavam, replicando na Petrobras o que já tinha feito à dívida soberana.

A agência de notação financeira reduziu a classificação soberana do Brasil para o primeiro nível da categoria especulativa, ou seja, para “lixo”. As perspectivas são negativas, o que significa que pode cortar ainda mais o rating, de acordo com uma nota tornada pública ainda na quarta-feira, 9 de Setembro, à noite.

Esta decisão já ontem provocou fortes quedas das acções da Petrobras porque aumentou a especulação de que a agência fizesse o mesmo para a petrolífera, o que acabou por acontecer ontem à noite.

A Petrobras é das cotadas mais penalizadas em bolsa por esta decisão porque a Moody’s já tinha colocado a notação financeira da empresa em “lixo”. E, como explica a Bloomberg, há alguns investidores institucionais, como os fundos de pensões, que ficam inibidos de fazer investimentos em activos com notação de “lixo” de duas agências de “rating”.

O que significa que a petrolífera pode ter problemas adicionais de financiamento, numa altura em que continua no centro das atenções devido ao escândalo de corrupção que está a ser investigado no Brasil e que é conhecido por Lava Jato.  (Jornaldenegocios)

por Sara Antunes

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA