WhatsApp entra na mira das empresas do sector de telecomunicações

(Flickr/Microsiervos Geek Crew)
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A chegada de novas tecnologias começou a incomodar as empresas mais tradicionais do setor de telecomunicações. Para a telefonia móvel, uma das maiores ameaças é personificada no aplicativo de texto e voz WhatsApp, que utiliza internet e aparelhos celulares para comunicação entre as pessoas.

O presidente da Telefônica Brasil, Amos Genish, alertou que o aplicativo não tem regras fiscais, jurídicas e regulatórias, reduzindo a possibilidade de monitoramento das mensagens, o que abriria espaço para o uso em atividades ilegais. “O fato de existir uma operadora trabalhando no Brasil sem licença é um problema”, disse o executivo, ao apontar que isso pode abrir precedentes para a chegada de outras empresas semelhantes. O impacto na receita ou no tráfego na rede da Telefônica Brasil, entretanto, não pode ser medido até o momento.

“Não vai acontecer nunca uma parceria com o WhatsApp e gostaria que outras operadoras acordassem rápido para não cooperar com uma empresa que vai contra as leis brasileiras”, afirmou Amos Genish. A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, tem evitado negociar ofertas ligadas ao WhatsApp por conta de uma questão de princípios, acrescentou. “O fato de trabalharem contra as leis brasileiras é pirataria pura e uma parceria com eles não combina com a nossa lógica”, afirmou.

Na mesma linha, o presidente da América Móvil Brasil, José Felix disse que há um enfrentamento entre WhatsApp e as operadoras tradicionais, por conta da falta de “isonomia regulatória”. “Não sou contra, nem a favor, mas me preocupa a falta de equilíbrio”, ressaltou.

“É inegável do ponto de vista da receita de SMS e de voz que há um impacto, mas não tenho números para quantificar esse efeito”, afirmou o executivo. O presidente da empresa que controla a Claro lembrou ainda que a receita de voz tem se enfraquecido nos últimos tempos, embora não seja possível ver qual parcela disso vem do uso do WhatsApp, informou Agência Estado.

Cada vez mais, os setores tradicionais da economia tem se deparado com os desafios de competir com novas tecnologias. O caso mais recente no Brasil envolve a disputa entre a categoria de taxistas contra o aplicativo Uber. Parece que está chegando a vez do WhatsApp entrar na mira. (sputniknews.com)

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