Vasco Cordeiro pede ao PS/Açores para se manter focado “no essencial”

Vasco Cordeiro (Foto: GaCS/JAR)

O presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro, pediu hoje ao seu partido para manter a “atenção focada naquilo que é essencial” e disse que não reconhece legitimidade ao PSD açoriano para dar lições sobre “renovação e liberdade” aos socialistas.

Vasco Cordeiro (Foto: GaCS/JAR)
Vasco Cordeiro (Foto: GaCS/JAR)

“É imprescindível que o PS, que o grupo parlamentar do PS [nos Açores], mantenha a sua atenção focada naquilo que é essencial. E aquilo que é essencial é o serviço às açorianas e aos açorianos. E o que é essencial é continuarmos a trabalhar para dar solução a quem ainda não tem emprego, para ajudarmos a criar uma solução para quem ainda não tem uma habitação condigna, para ajudarmos a criar uma solução para quem ainda pode sentir dificuldades em termos de apoios sociais”, disse Vasco Cordeiro, na abertura das jornadas parlamentares dos socialistas, em Ponta Delgada.

Depois de ter enunciado alguns êxitos que considera que foram alcançados pelo Governo Regional a que preside, nos quase três anos que leva de legislatura, disse que, apesar disso, “há ainda muitos mais desafios” pela frente, apontando o combate ao desemprego como um dos mais importantes.

Ainda assim, Vasco Cordeiro sublinhou “o trajeto” já feito, lembrando que quando tomou posse como presidente do Governo Regional, em 2012, a taxa de desemprego nos Açores estava nos 16% e chegou aos 18%, mas caiu, entretanto, para os 11,3%.

O líder dos socialistas açorianos atribuiu esta queda às medidas que o executivo que lidera tomou e que diz que surtiram efeito, apesar da austeridade imposta pelo Governo central PSD/CDS-PP.

Num balanço destes anos de legislatura, destacou que foram “concretizados” dossiês “fundamentais para o futuro dos Açores” com “sucesso”, como a negociação dos fundos comunitários até 2020 ou o novo modelo de ligações aéreas.

A este propósito, referiu-se a declarações do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, na semana passada, para sublinhar que o novo modelo partiu de uma iniciativa do Governo Regional e que esta é “a mesma pessoa” que a teve fechada na sua secretária durante três anos, tendo o processo sido desbloqueado devido à “insistência” da região. Destacou, ainda, que o primeiro-ministro já reconheceu que a liberalização das ligações aéreas aos Açores resultou da boa cooperação entre os dois executivos.

Vasco Cordeiro referiu-se, também, às declarações sobre “renovação e liberdade” do presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, no último fim de semana, que considerou exemplo “daquilo que não deve ser feito em política”.

“No caso da renovação, o exemplo recente, nomeadamente nas listas à Assembleia da República, é mais ou menos substituir o copo meio cheio pelo copo meio vazio”, disse Vasco Cordeiro, numa referência à saída de Mota Amaral, que “anda nesta vida desde finais da década de 1960”, para ser substituído por Berta Cabral.

“Andava eu ainda na escola quando essa figura da nossa vida política já andava a saltitar entre direções regionais, empresas públicas e outros lugares de nomeação política. E portanto, de renovação estamos conversados. Mas não apenas por causa disso, mas porque, aparentemente, a célebre renovação que esse partido resolveu fazer não foi para dar voz aos açorianos, foi para garantir lealdades partidárias dentro da estrutura do seu partido”, acrescentou.

Mas para Vasco Cordeiro, “mais grave do que isso, é falar-se de liberdade” nos Açores, quando o PSD açoriano “é cúmplice” no “sancionamento político de um deputado” que votou contra a orientação da sua bancada ou “abdica da sua autonomia para passivamente aceitar a indicação de Lisboa sobre quem devem ser os candidatos à Assembleia da República”.

“O PS/Açores não recebe lições de liberdade do PSD/Açores. Mais, o PS/Açores não reconhece à atual liderança do PSD/Açores nem legitimidade nem autoridade moral ou política para falar em liberdade”, acrescentou. (noticiasaominuto.com)

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