Unaca vê trabalho de 25 anos dificultado

Presidente da Unaca - Confederação, Albano da Silva Lussati (Foto: Angop)
Presidente da Unaca - Confederação, Albano da Silva Lussati (Foto: Angop)
Presidente da Unaca – Confederação, Albano da Silva Lussati (Foto: Angop)

A intervenção no campo de várias organizações de carácter agrícola, que o país regista, está a causar desorientação aos camponeses filiados a Unaca e a dificultar o trabalho que há 25 anos vem sendo realizado, internamente, pela mais representativa organização de camponeses.

Segundo o presidente da Unaca-Confederação, Albano da Silva Lussati, que prestou a informação, esse quadro obriga que as diferentes organizações que intervêm no campo encontrem linguagem e metas comuns, evitando uma desorientação do camponês.

Apesar de a organização representar 227 cooperativas legalizadas, há casos em que alguns créditos cedidos a camponeses são entregues fora do acompanhamento da Unaca.

“Não quero desvalorizar as outras organizações, mas a Unaca é organização melhor estruturada no acompanhamento da actividade camponesa associada no país”, salientou Albano Lussati.

Nos casos de créditos cedidos com o conhecimento da Unaca, informou que a associação, de dimensão nacional, mantêm-se na defesa dos interesses dos camponeses.

“É nesse quadro que, numa primeira fase, a organização faz um seguimento da utilização do crédito e, posteriormente, sensibiliza o camponês a devolver em tempo útil o que recebeu do banco.

Realçou o facto de a classe camponesa ter demonstrado fidelidade ao cumprimento das obrigações com as instituições bancárias.

Alertou haver especulação de preços na venda de adubos no mercado interno. O dirigente responsabilizou uma franja de agentes económicos que considerou oportunistas.

Justificou dizendo que grande parte do lote de adubo actualmente comercializado no país ter sido importado antes da baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Daí não se justificar os elevados preços na venda de adubos. “Lamentavelmente encontramos agentes oportunistas que se aproveitam da baixa nos preços do petróleo para aumentar o preço do adubo e de instrumentos agrícolas”.

Referiu que o resultado desse aumento se reflecte no bolso do consumidor final por via do aumento no preço dos produtos cultivado pelos camponeses.

Albano da Silva Lussati, que lidera uma direcção executiva em funções há seis meses, assegurou que as comunidades rurais registam progressos e recuou no tempo para fundamentar essa posição.

“Se tivermos em conta a situação dos anos anteriores, a condição de vida dos camponeses associados a Unaca já melhorou substancialmente”, frisou.

Disse tratar-se de uma melhoria que resulta, entre outros factores, da atenção que o Executivo angolano presta a actividade agrícola.

O referido empenho, segundo o interlocutor, consubstanciou-se na introdução do crédito agrícola de campanha, micro crédito e do crédito ao investimento.

Esses três instrumentos (crédito agrícola de campanha, micro crédito e do crédito ao investimento) revolucionaram a produção no campo, afirmou o presidente da associação representada em 157 dos 161 municípios do país.

Para Albano Lussati, os referidos créditos permitiram elevar a capacidade financeira dos agricultores e resolver alguns problemas pontuais, no após produção.

Criaram mecanismos para comprarem fertilizantes e adubos junto dos agentes económicos, sem esperarem a intervenção do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), afirmou.

Também voltada para a alfabetização dos camponeses, a Unaca dá-se por satisfeita por ter em cada das 277 cooperativas, pelo menos, uma sala de aulas.

Disse ser crescente o número de camponeses que já conseguem contabilizar a sua produção e o resultado da comercialização dos seus produtos, tudo fruto do processo de alfabetização.

Quanto ao movimento cooperativo no país, considerou crescente. Apontou como exemplo desse crescimento a existência, extra Unaca, de cooperativas de criadores de gado e de construção.

Fundada em 1990, a Unaca – Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-pecuárias de Angola – está estruturada em federação (provincial) e união (municipal). (portalangop.co.ao)

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