Três anos depois, fundador de WikiLeaks continua refugiado na embaixada do Equador

(REUTERS/ Luke MacGregor/files)
 (REUTERS/ Luke MacGregor/files)
(REUTERS/ Luke MacGregor/files)

Este domingo, 16 de Agosto, comemora-se três anos desde que o fundador de WikiLeaks, Julian Assange, recebeu asilo político na embaixada do Equador em Londres (Reino Unido).

O Equador decidiu ajudar Assange a evitar a prossecução dos EUA após considerar evidências que provaram que ele foi alvo de perseguição por motivos políticos.

Nos Estados Unidos Assange provavelmente enfrentará vários processos de acusação por espionagem.

Julian Paul Assange nasceu em 3 de Julho de 1971 na cidade de Townsville, Austrália.

Ele estudou matemática e física em várias universidades australianas, mas nunca se formou. A sua carreira de hacker começou quando tinha 16 anos de idade, altura em que, juntamente com amigos, criou a organização chamada Worms Against Nuclear Killers (WANK, Vermes contra Assassinos Nucleares). A organização tornou-se famosa em 1989 após a sigla WANK ter aparecido na rede de computadores da NASA antes da aterragem naveta espacial Atlantis.
Os hackers da WANK obedeciam às seguintes regras: “Não causar danos aos sistemas de computadores invadidos, não alterar informações nos sistemas e partilhar a informação.”

Em 2006 Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais confidenciais expondo a corrupção e crimes. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava muitas matérias sobre crimes de governos e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas não se considerava “fundador”, simplesmente “editor-chefe”.
O WikiLeaks publicou aproximadamente 600 mil documentos do Departamento de Estado norte-americano e das Forças Armadas dos EUA que revelavam como o país agiu nas guerras do Iraque, do Afeganistão e em questões diplomáticas. Os documentos também revelaram a extensão da cooperação da NSA e da GCHQ (Government Communications Headquarters, serviço secreto inglês) na espionagem contra países aliados.

Em 2010, as autoridades suecas formalizaram acusações contra Assange por coerção sexual e estupro.

Até o momento, os investigadores suecos ainda não interrogaram  Assange, argumentando que a sua deslocação a Londres com este objectivo seria “contraproducente”. (sputniknews.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA