Tailândia suspeita de que o autor de atentado pertencia a uma rede

(AFP)
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O homem suspeito de ter depositado uma bomba em um santuário de Banguecoque, em uma acção que matou 20 pessoas, pertence a uma “rede”, segundo a polícia tailandesa, que intensificou as buscas.

O templo em que aconteceu o ataque, o mais violento da história do país, reabriu as portas com uma pequena cerimónia liderada por monges budistas.

“O autor não fez isto sozinho. Acreditamos que outras pessoas o ajudaram, tailandeses. É uma rede”, declarou o chefe de polícia do país, Somyot Poompanmoung.

O atentado aconteceu na segunda-feira e 24 horas depois outra explosão foi registada, sem provocar vítimas, em uma estação de metro da capital.

As imagens do ataque contra o templo mostram o suspeito, um jovem, deixando tranquilamente uma mochila no santuário pouco antes da explosão.

A polícia divulgou um retrato falado do suspeito, um jovem magro, com barba rala, cabelo preto e óculos.

O ataque, em um horário de muito movimento, teve como alvo o santuário ao ar livre de Erawan, no distrito central de Chidlom.

Na hora do ataque, milhares de tailandeses que trabalham na região e turistas estrangeiros, atraídos pelos centros comerciais e hotéis, passavam perto do local.

As autoridades tailandesas consideram que os alvos do atentado eram os estrangeiros, com o objectivo de prejudicar o turismo, um dos poucos sectores da economia tailandesa que está bem.

O templo, construído em 1956, é consagrado ao deus hindu Brahma.

A polícia oferece uma recompensa de um milhão de bahts (25.400 euros) por informações que resultem na detenção do suspeito.

A polícia já interrogou o piloto do mototáxi que transportou o homem depois do atentado.

Entre os 20 mortos estavam 11 estrangeiros: quatro malaios, três chineses, uma britânica residente em Hong Kong, outro cidadão desta mesma cidade, um singapuriano e um indonésio. Seis tailandeses morreram e três corpos ainda não foram identificados.

O ataque deixou 123 feridos, incluindo vários estrangeiros. Pelo menos 68 pessoas se encontram em estado grave.

As autoridades tentam identificar os autores de mensagens publicadas no Facebook antes do ataque, com advertências sobre um perigo iminente em Banguecoque.

As mensagens são procedentes de um “grupo contrário à junta” militar no poder, segundo a polícia.

O país, muito dividido, é cenário de violência política há quase uma década.

O nordeste do país é o reduto do movimento dos Camisas Vermelhas, simpatizante do governo derrubado por um golpe militar em Maio de 2014.

“Apesar (dos Camisas Vermelhas) desejarem a queda do governo, não acredito que atacariam um santuário religioso hindu ou outro”, afirmou Zachary Abuza, especialista em terrorismo no sudeste asiático.

Nenhum grupo reivindicou o atentado.

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