Secretário de Estado aborda segurança nos estados insulares em desenvolvimento

Manuel Augusto - Secretário de Estado das Relações Exteriores (Foto: ANGOP)
Manuel Augusto - Secretário de Estado das Relações Exteriores (Foto: ANGOP)
Manuel Augusto – Secretário de Estado das Relações Exteriores (Foto: ANGOP)

O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, disse que “o desenvolvimento económico dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS – sigla em inglês), a diversificação, o nível de desemprego, bem como a degradação ambiental são factores conducentes à actividades criminosas, que ameaçam a paz e a segurança”.

O secretário de Estado falava no Debate Aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os “Desafios que enfrentam os SIDS, realizado em Nova Iorque, Estados Unidos da América, no dia 30 de Julho do corrente ano.

Sublinhou que “as redes criminosas transnacionais utilizam com mais frequência esses países para o tráfico de drogas, armas e seres humanos, a pirataria, bem como a exploração ilícita de recursos naturais”.

Na sua intervenção, Manuel Augusto explicou que é necessária uma estratégia com duas vertentes, sendo uma ligada a prestação de assistência para a mudança climática e redução do risco de desastres, e outra no âmbito do desenvolvimento sustentável que melhor se adaptasse às realidades destes pequenos Estados.

O debate, presidido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia e presidente do mês (Julho) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, MurrayMcCully, foi uma oportunidade para os SIDS partilharem os seus desafios na manutenção da paz e segurança devido à sua localização geográfica e outros factores externos, que ameaçam constantemente a paz, segurança e a integridade territorial destes estados.

A mensagem principal passada pelos SIDS foi que as noções tradicionais de paz e segurança já não podem ser aplicadas, num mundo que enfrenta desafios interligados.

O crime transnacional, a exploração ilícita de recursos naturais, as mudanças climáticas, os desastres naturais e outros factores que ameaçam os SIDS, devem ser abordados globalmente e no contexto da estabilidade internacional.

Esta temática de paz e segurança nos SIDS foi a primeira vez que se discutiu ao nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na abertura do debate, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que os desafios globais que enfrentam os SIDS são da responsabilidade colectiva da comunidade internacional e a primeira prioridade deve ser de apoiar os SIDS na realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Ban Ki-Moon defendeu a necessidade e a importância de uma agenda de desenvolvimento pós-2015 e metas de desenvolvimento sustentável que atendam às necessidades dos SIDS, bem como um acordo climático significativo, universal e global na Conferência Sobre Alterações Climáticas, que terá lugar em Dezembro, em Paris, França.

À margem do Debate Aberto, o secretário de Estado das Relações Exteriores recebeu, em audiência, no dia 30 de Julho último, o embaixador de Israel na ONU.

Na sequência de outros encontros, o secretário de Estado foi recebido, em audiência, na segunda-feira, dia 3 de Agosto do corrente ano, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, que na sua intervenção reconheceu a importância que Angola dá às sessões do Conselho de Segurança, nomeadamente os Debates Abertos e Especiais, fazendo-se representar no nível adequado.

Durante a audiência, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, reconheceu o papel de liderança exercido pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em múltiplos assuntos da actualidade internacional, com particular destaque na Região dos Grandes Lagos e nas Zonas Central e Austral do continente africano.

Ban Ki-Moon considerou ainda o papel de Angola como actual Presidente dos Países Menos Desenvolvidos (PDC, sigla em inglês) de importante e espera, dentro dessa dinâmica, uma participação activa dos angolanos na Conferência de Paris sobre as Mudanças Climáticas.

Foram igualmente abordados, durante o encontro, os processos políticos no Burundi, República Centro-Africana (RCA), Sudão do Sul, entre outros. (portalangop.co.ao)

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