Sauber expressa preocupação com equipas

Monisha Kaltenborn (D.R)

Monisha Kaltenborn adoptou um discurso bastante cauteloso ao analisar o futuro da F1

Monisha Kaltenborn (D.R)
Monisha Kaltenborn (D.R)

Monisha Kaltenborn, chefe da Sauber, analisou o futuro da equipa na F1 e afirmou que o caminho para as próximas temporadas é o de encontrar um forte parceiro técnico, como forma de assegurar a sobrevivência da equipa. A dirigente defendeu a permanência de esquadras independentes no grid e se mostrou desconfiada da ideia de fabricantes formarem equipas próprias.

Chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn adoptou um discurso bastante cauteloso ao analisar o futuro da F1 e reafirmou que a equipa suíça está aberta a uma eventual forte parceria técnica para as próximas temporadas. Mas alertou que isso deve ser feito com cuidado. A dirigente, na verdade, mostrou certa desconfiança com o desejo de algumas fabricantes em formar equipas próprias.

A esquadra de Hinwil foi vendida para a BMW em 2005, correndo como BMW Sauber entre 2006 e 2009, obtendo como melhor resultado a vitória com Robert Kubica no Canadá, em 2008, quando fechou o Mundial na terceira posição. O futuro da equipa foi colocado em dúvida quando a fabricante alemã decidiu encerrar a sua participação na F1, quase ao mesmo tempo em que a Toyota e 12 meses após a Honda. Mas a equipa foi salva quando passou para as mãos do fundador Peter Sauber.

A Sauber estava entre os candidatos iniciais de uma potencial aquisição pela Renault no início do ano, mas Kaltenborn reafirmou que a equipa gostaria de ter um parceiro forte mais uma vez. E não simplesmente ser comprada por uma grande montadora. “A meta é ter um parceiro forte”, disse a dirigente em entrevista ao site da revista inglesa ‘Autosport’.

“É preciso sempre ter cuidado quando as fabricantes de motor se tornam também equipas”, disse. “Há muitos pontos positivos, mas, ao menos tempo, isso há negativos, mas esta é uma ferramenta de marketing, em que você mostra toda a sua excelência técnica se é um fabricante”, completou. “Quando consegue isso, e acontece muito — e eu vou excluir a Ferrari aqui, porque eles têm uma ligação diferente com o Mundial —, acaba virando um alvo e então deixa o desporto. E a única coisa que um fabricante pode fazer é vencer, porque o segundo lugar para eles é uma posição de perdedor”, acrescentou.

Se não vence, como já vimos antes, sai do Mundial. Por isso, o importante é ter um parceiro forte, que tenha uma visão de longo prazo, independentemente de onde você está”, emendou.Kaltenborn ainda ressaltou que a Sauber está aberta a esse tipo de situação. “Estamos sempre abertos e já fomos solicitados. Nós estamos abertos a parcerias como essas porque elas nos tornam mais fortes. Tivemos parceiros fortes antes e não apenas fabricantes. Tivemos a Petronas por um longo tempo. Tivemos a BMW, que comprou boa parte da equipe. Quer dizer, somos totalmente abertos a isso”, encerrou. (jd.ao)

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