Rep. Centro-Africana: Mortas pelo menos 15 pessoas nas violências inter-comunitárias

REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA (Foto: Divulgação)

Bangui – Os confrontos inter-comunitários que eclodiram na semana passada em Bambari (centro) retomaram este fim-de-semana, provocando pelo menos 15 mortos e 20 feridos, segundo um novo balanço, soube hoje, segunda-feira, à AFP junto da polícia local.

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REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA (Foto: Divulgação)

Sexta-feira, um primeiro balanço relatou 10 mortos e cinco feridos nas violências da noite passada.

“Os tiroteios de armas automáticas foram ouvidos domingo por volta das 19 horas em bairros não-muçulmanos, fazendo milhares de pessoas fugirem para o mato”, afirmou um responsável da polícia sob pedido de anonimato.

Segundo esta fonte, os tiros vieram de jovens muçulmanos e de ex-rebeldes Séléka e “tinham como alvo posições detidas pelas milícias anti-Balaka”, na sua maioria cristãos.

No total, as violências “já fizeram pelo menos 15 mortos e mais de 20 ficaram feridos depois de um balanço ainda provisório e que pode muito bem aumentar, de acordo com a mesma fonte.

“Dada a magnitude dos tiros, os Capacetes Azuis da Minusca (Missão das Nações Unidas na República Centro – Africana) e as forças de segurança e de defesa nacional efectuaram os disparos de advertência para separar os dois campos”, acrescentou o responsável da polícia.

A Minusca não estava imediatamente disponível para confirmar essas informações.

“Estamos todos no mato neste momento. Até mesmo mulheres com os bebés fugiram para o mato a noite para se abrigar, porque o fogo era intenso,” testemunhou Fabrice Watcha, um morador de Bambari por telefone.

“Alguns tiros foram ouvidos esta manhã (segunda-feira). Mas é difícil saber o que está acontecer a partir da nossa posição no mato”, explicou.

Quinta-feira, as violências surgiram depois da morte de um jovem muçulmano assassinado  por milícias anti-Balaka em Bambari, desencadeando um ciclo de represálias entre as comunidades cristãs e muçulmanas.

O derrube em Março de 2013, do Presidente François Bozizé por uma rebelião predominantemente muçulmana, a Séléka, tinha mergulhado a ex-colónia francesa na crise mais grave da sua história desde a independência em 1960, provocando mortes em massa entre as comunidades muçulmanas e cristãs (incluindo as milícias anti-Balaka). (portalangop.co.ao)

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