Realizador defende mais investimentos para divulgação dos feitos dos heróis

NGUXI DOS SANTOS - REALIZADOR DO DOCUMENTÁRIO "LANGIDILA - DIÁRIO DE UM EXÍLIO SEM REGRESSO" (Foto: Francisco Miudo)

O realizador Nguxi dos Santos destacou terça-feira, em Luanda, a importância de se lembrar os heróis, na perspectiva de dar a conhecer os seus feitos em prol do país, devendo ser necessário mais investimentos para divulgação da história e cultura dos seus percursores.

NGUXI DOS SANTOS - REALIZADOR DO DOCUMENTÁRIO "LANGIDILA - DIÁRIO DE UM EXÍLIO SEM REGRESSO" (Foto: Francisco Miudo)
NGUXI DOS SANTOS – REALIZADOR DO DOCUMENTÁRIO “LANGIDILA – DIÁRIO DE UM EXÍLIO SEM REGRESSO” (Foto: Francisco Miudo)

O responsável fez este pronunciamento no acto de apresentação do documentário “Langidila, diário de um exílio sem regresso” da combatente e nacionalista Deolinda Rodrigues, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.

Sublinhou que sem investimentos não é possível dar a conhecer a história e a trajectória do que foi feito para a independência do país.

Na sua opinião, devem ter existido mais mulheres com determinação, coragem como Deolinda Rodrigues, porque a luta não para por aqui, considerando ser bastante emocionante ver e ouvir a história desta mulher, facto que o levou a realizar este projecto.

Segundo ele, o objectivo foi inicialmente para Deolinda pelo facto desta ter deixado já um diário, referindo que poderá voltar a faze-lo com outras heroínas porque existem várias.

Produzido em Angola, Moçambique e Brasil, com início em finais de 2010, o documentário reúne depoimentos de vários nacionalistas e amigos que conviveram e lutaram com Deolinda Rodrigues.

Apresentado pela empresa TotalComunicação, Lda, o documentário foi realizado por José Rodrigues e Nguxi dos Santos, numa produção de Ilda Abdala e editora Barbara Veloso, e é baseado num livro com 216 páginas, lançado em 2003, no qual expõe de modo sincero, claro e vivências e peripécias experimentadas no dia após dia, naquele conturbado tempo.

Para a editora e roteirista Barbara Veloso, de nacionalidade brasileira,  roteiro foi feito em 40 dias com cerca de 30 pessoas, entre familiares amigos, guerrilheiros, políticos e pessoas que conviveram com a mesma.

Já a promotora do projecto Ilda Abdala (moçambicana), disse que convidada para esse documentário aceitou de imediato, porque acabava de fazer algo igual sobre heroinas do seu país.

Avançou que o projecto era para três meses, mas acabou por demorar dois anos, devido a várias dificuldades. (portalangop.co.ao)

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