PS vai gastar menos com a campanha face a 2011. Mas como?

(D.R)

O orçamento para este ano é menor e, por isso, a campanha foi adaptada aos gastos e também ao impacto que pode ter na hora de os portugueses decidirem quem querem à frente do Governo.

(D.R)
(D.R)

A campanha do Partido Socialista conta com um orçamento inferior ao de 2011, altura em que José Sócrates era candidato a primeiro-ministro. Este ano, o PS vai reduzir em 40% o seu orçamento, indica o diretor da campanha, Ascenso Simões, em entrevista ao Diário Económico.

Em 2011, os socialistas tiveram 4,1 milhões de euros à sua disposição, este ano só têm cerca de 2,5 milhões.

Ascenso Simões já tinha revelado que a campanha estava planeada até ao mais ínfimo pormenor.

Por um lado, os socialistas vão apostar num registo mais pessoal através das redes sociais. Para isso, vão usar o Facebook, o Twitter e o site do próprio PS.

António Costa terá uma conta própria de Twitter que será “diretamente gerida” por ele, onde vai dar conta “do seu sentimento na campanha, o que mais lhe agrada e desagrada”. Vai ter ainda uma conta de Instagram, onde vai partilhar “lados menos visíveis da campanha, desde os bastidores, momentos de alegria, de preocupação, sucessos e insucessos da sociedade”, informa Ascenso Simões.

Por outro, o PS vai recorrer à campanha mais tradicional, no terreno, com a caravana socialista a andar de norte a sul do país.

“Os políticos até 2009 eram inacessíveis. Agora isso acabou. Os políticos têm de se dar no seu todo, partilhar até o universo mais íntimo com os portugueses”, explica.

Mas como será feita a poupança? “As apresentações da campanha não terão cenários, obrigando os candidatos a usar partes das suas cidades que sejam agradáveis. Não haverá praticamente brindes. Só uma caneta e uma régua. Regressará o porta-a-porta, utilizando os media, as redes sociais e o contacto pessoal, onde temos vantagem por sermos o maior partido autárquico”.

Ascenso Simões diz ainda que hoje em dia “a velocidade da campanha” é muito maior. “Velocidade da decisão de fornecimento de materiais, de acompanhamento da vida social e política”. Para tal, os partidos têm de ter duas coisas: “Mensagem simples e capacidade de a multiplicar”.

Recorde-se que os primeiros sinais da campanha surgiram com os outdoors colocados pelo PS nas ruas, com a mensagem: “É tempo de Confiança”, que acabaram por gerar enorme polémica dentro do partido e nas redes sociais. Já tinha sido noticiado que os cartazes seriam retirados, mas Ascenso Simões garante que fazia tudo parte do plano inicial, e que “já estava previsto desde o início” retirar os cartazes. (noticiasaominuto.com)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA