Processo dos 15 detidos em fase final de instrução – Vice-procurador-geral

Hélder Pita Grós, vice-procurador da Republica (Foto: Lucas Neto)
Hélder Pita Grós, vice-procurador da Republica (Foto: Lucas Neto)
Hélder Pita Grós, vice-procurador da Republica (Foto: Lucas Neto)

O processo dos 15 cidadãos angolanos detidos, acusados de tentativa de promoção de acções tendente à uma insurreição ou alteração grave à ordem e tranquilidade pública em Angola, encontra-se em fase final de instrução, anunciou hoje, sexta-feira, o vice-procurador-geral da República, Hélder Pita Grós.

“O processo está na fase final, acreditamos que dentro de poucos dias poderá estar concluído e encaminhado ao tribunal”, disse o vice-procurador-geral, no final de um encontro com representantes das famílias dos 15 detidos, que teve a finalidade de auscultar as principais inquietações desta fase do processo.

Segundo o responsável, neste encontro as (três) famílias que apareceram trouxeram várias preocupações ligadas à acomodação, maior celeridade no processo e liberdade dos detidos.

“Quando um familiar nosso se encontra preso, o sentimento é sempre o mesmo, independentemente de quem seja. Vieram também pedir que houvesse uma certa celeridade no processo, para que se chegue a uma conclusão, se saiba de facto o que se passou e qual será a situação futura. Nós ouvimos as preocupações e registamos”, referiu o magistrado.

Relativamente ao pedido de liberdade dos filhos, as representantes receberam a resposta de que a mesma é um princípio universal respeitado no país, mas que, no caso concreto, carece da conclusão do processo para se aferir a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

Sobre a distribuição dos 15 jovens por várias unidades penitenciárias da capital do país, esclareceu que a estratégia resulta do interesse da instrução processual, visando a facilitação no processo, assim como prevenir eventuais situações.

“Esta é uma questão provisória. Assim que o processo estiver concluído será tomada outra atitude em relação a isso”, explicou.

“O convite foi feito para todos virem à Procuradoria-Geral da República, mas somente três famílias se representaram”, referiu, para quem a fase seguinte do processo dependerá do tribunal, a quem competirá aferir se há ou não matéria para acusação.

Contactados pela imprensa para pronunciar-se sobre o encontro com a direcção da Procuradoria-Geral da República, os familiares negaram qualquer declaração.

Os 15 cidadãos foram detidos em Junho. (portalangop.co.ao)

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