Portugal: Prodígio apresenta novo álbum nas FNACs e no Festival Rimas & Batidas (vídeo)

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O rapper angolano Prodígio apresenta o seu álbum de estreia Prodígios esta semana nas FNACs do Vasco da Gama (dia 3), Albufeira (dia 4) e no Festival Rimas & Batidas, no Cinema São Jorge (dia 5, Sábado). O disco já está à venda e conta com a colaboração de vário músicos, entre eles NGA (Força Suprema) e Paulo Flores.

A poderosa capa de PRODÍGIOS, o álbum de estreia de PRODÍGIO, mostra um rosto plural, que não existe, uma colagem perfeita de três gerações, com o pai e o filho do rapper angolano que há muito reside em Portugal a fundirem-se com a face do próprio artista que agora se revela em pleno. Passado, presente e futuro. Ou uma história, prodigiosa, certamente, que continua a desenrolar-se e a escrever-se diariamente. O álbum com que Prodígio se apresenta agora formalmente tem por título Prodígios, mas bem que se poderia chamar Vidas tais são as verdades que contém dentro.

“Este álbum não é apenas meu, é de todos os Prodígios”, explica o rapper. “Todos aqueles que acreditam na mudança e na luta. Não está com nada ser coitadinho, quando não acontecer naturalmente a gente dá um jeito”. Dar um jeito, resolver e avançar, sobreviver e ultrapassar são tudo marcas de uma atitude que atravessa as 15 canções de que se faz esta estreia de Prodígio. E o rapper não está sozinho. Com ele estão outros pesos pesados como a lenda do semba Paulo Flores, o farol da Força Suprema NGA, Landrick, Anna Joyce, Masta, Monsta, Deezy & Van Sophie – tudo vozes que ajudam a amplificar as ideias de Prodígio que se lançam ao mundo por cima de beats brilhantes que carregam assinatura de produtores como Ghetto Ace, Laton, Ksuno Beat, Gaia Beat, Dminor, Valdo  Prods e Young Cleo.

As histórias que Prodígio deixa soltarem-se da sua garganta evocam o passado, reportam o presente e revelam aspirações de futuro e relatam vitórias e derrotas, porque nada se diz aqui que não seja passado pelo crivo de uma desarmante honestidade. “”Sem voltas, panos quentes ou papas na língua”, confirma o rapper.

E é na primeira pessoa que se clarifica o percurso: “Comecei a rimar aos 11 anos, com influências de músicos norte americanos, Boss AC, Black Company e um grupo local – Street Niggaz – do qual o Nga, o Don G e o Masta faziam parte. Antes do álbum disponibilizei 6 mixtapes em formato digital para download gratuito que serviram como um ginásio ou uma forma de preparação para o álbum. Trabalhei com artistas, como Ágata, Richie Campbell, Guto (Black Company), Regula, Lil Saint, Thanya e claro a Força Suprema, mas eles já fazem parte de mim…”

Ou seja, uma vida feita a pulso, desenhada rima a rima, com sede e fome de vencer, mas com pés firmemente assentes no chão, conquistando rua a rua, da Linha de Sintra a Luanda, onde Prodígios foi este Verão apresentado com enorme sucesso e de onde o rapper partiu para uma triunfal digressão de mais de 30 datas pelas várias províncias de Angola. Agora é a Portugal que se atira: com a mesma verdade de sempre.

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