Polícia dispersa marcha em Angola

Polícia dispersa marcha em Angola (Central Angola 731)
Polícia dispersa marcha em Angola (Central Angola 731)
Polícia dispersa marcha em Angola
(Central Angola 731)

Em Angola a polícia dispersou, este sábado, a marcha pacífica de apelo à libertação dos 15 jovens actvistas, detidos a 20 de junho, que tinha sido organizada pelos seus familiares. Cinco pessoas foram detidas, entre elas o activista Rafael Marques e o jornalista da Voz da América, Coque Mukata, que foram entretanto postas em liberdade.

A marcha pacífica de apelo à libertação dos 15 jovens activistas ,por alegadamente estarem a preparar um golpe de Estado, tinha sido proibida ontem pelo governador da província de Luanda. Um aviso que não foi levado em conta, e esta tarde as palavras de ordem nas ruas da capital foram “liberdade já” para os activistas.

Mas mais uma vez as vozes dos angolanos foram silenciadas pela polícia que usou da força para dispersar a marcha organizada pelos familiares dos jovens detidos desde 20 de Junho. Cinco pessoas foram detidas, entre elas  o activista Rafael Marques e o jornalista da Voz da América, Coque Mukata, que foram entretanto libertados.

Em declarações à agência de notícias Lusa, o jornalista angolano Rafael Marques, disse ter sido detido pela polícia que lhe confiscou a máquina fotográfica. “Detiveram-me, tiraram-me a máquina fotográfica e obrigaram-me a entrar no carro deles. Disseram-me que tinham todo o poder para tomar as medidas coercivas e que se fosse necessário davam-me uma sova ali”.

Um outro jornalista angolano, Coque “Mukuta”, da rádio Voz da América, disse ter sido levado pela polícia para uma esquadra de Luanda. “Ficaram-me com uma máquina fotográfica e um cabo. Não me agrediram, mas estive retido cerca de três horas, até que me abandonaram nas ruas de Luanda”, disse por sua vez à Lusa.

Ontem a Procuradoria anunciou que em breve estará terminado o inquérito sobre os jovens, acrescentando ter informado as famílias, nomeadamente algumas mães destes jovens, que sobre o pedido de liberdade para os activistas se trata de um princípio universal respeitado em Angola, mas que apenas após a conclusão do processo será aferida a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

O Governo angolano, acompanhado pela procuradoria, nega que estes elementos sejam presos políticos, como tem sido denunciado por organizações internacionais. Este caso tem sido alvo de interesse nacional e internacional, com vários pedidos públicos de organizações, artistas, escritores e activistas para a sua libertação.

Os detidos em prisão preventiva são Henrique Luaty Beirão, Manuel “Nito Alves”, Afonso Matias “Mbanza-Hamza”, José Gomes Hata, Hitler Jessy Chivonde, Inocêncio António de Brito, Sedrick Domingos de Carvalho, Albano Evaristo Bingocabingo, Fernando António Tomás “Nicola”, Nélson Dibango Mendes dos Santos, Arante Kivuvu Lopes, Nuno Álvaro Dala, Benedito Jeremias, Domingos José da Cruz e Osvaldo Caholo (tenente das Forças Armadas Angolanas). (rfi.fr)

 

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