PM são-tomense coloca país em risco ao isentar cidadãos da EU e EUA de vistos

BANDEIRA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)

São Tomé – O Partido de Convergência Democrática (PCD), na oposição em São Tomé e Príncipe, acusou sexta-feira o governo de “colocar o país em risco” ao isentar cidadãos da União Europeia e dos Estados Unidos de vistos de entrada no país.

BANDEIRA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)
BANDEIRA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)

“O Governo terá ultrapassado as barreiras de salvaguarda da nossa soberania, colocando o país em determinados riscos, num contexto mundial em que a própria União Europeia e os Estados Unidos da América têm vindo a rastrear os seus cidadãos por causa do terrorismo”, acusou o presidente do PCD.

Xavier Mendes salientou que o seu partido “não está contra a ideia de abrir o país ao mundo”, mas colocou “reticências e dúvidas” na aplicação da medida, face ao que considera serem as fragilidades nos sectores de defesa e segurança do arquipélago.

O dirigente partidário, que intervinha no parlamento, em que fez uma declaração política no encerramento da II sessão legislativa da Xª legislatura, lamentou que o Governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada isente de vistos todos os cidadãos dos países europeus e americanos, em detrimento dos da CPLP, à excepção de Portugal.

“Não seria mais criterioso que fossem os países africanos amigos e vizinhos da nossa sub-região os primeiros a beneficiar deste privilégio?”, questionou, sublinhando que a prioridade deveria ser dada ao Gabão, Nigéria, Camarões e Congo.

“E numa segunda fase, em função da experiência adquirida, alargar o leque aos países europeus e aos Estados Unidos da América”, acrescentou.

Durante a sessão parlamentar o PCD lançou outras críticas ao primeiro-ministro Patrice Trovoada e ao seu governo, acusando também o partido no poder de utilizar a maioria absoluta para introduzir o “nepotismo e clientelismo político na sociedade santomense”.

Comparou os dois anteriores mandatos com maioria absoluta do PCD (em 1991 com 33 mandatos) e do MLSTP (em 1998 com 31 mandatos) considerou que São Tomé e Príncipe vive hoje “perante uma governação de terror, de perseguição e exclusão de todos aqueles que não se identificam com o ADI”, numa referência ao partido Acção Democrática Independente (ADI, no poder).

Numa sessão parlamentar caracterizada por discursos acalorados, o líder do principal partido da oposição, Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata, Jorge Amado, acusou o primeiro-ministro de branqueamento de capital, recorrendo a informações recentes vindas a público de que um elemento da sua segurança pessoal teria roubado mais de 200 mil euros na residência do chefe do governo.

O porta-voz do ADI, Pedro Carvalho acusou por seu lado a oposição de “disputas intempestivas, intrigas inexpressivas e difamação anémicas”, sublinhando que a preocupação do seu partido é “com hoje e amanha dos homens são-tomenses”. (portalangop.co.ao)

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