Pires de Lima. Exportações teriam “crescido 8 ou 9% se Angola estivesse ‘a bombar'”

Pires de Lima (Foto: D.R.)
Pires de Lima (Foto: D.R.)
Pires de Lima
(Foto: D.R.)

O ministro da Economia, Pires de Lima, desvalorizou hoje o impacto da queda das exportações para Angola no primeiro semestre de 2015, afirmando que, apesar disso, as exportações cresceram quase 6%.

“Ninguém desejava este resultado, mas aconteceu. O que aconteceu às nossas exportações em termos globais? Só de bens porque ainda não tenho os dados de serviços? Cresceram quase 6%”, frisou.

Contudo, admitiu que as exportações “teriam crescido 8 ou 9% se Angola estivesse ‘a bombar’ como nos anos anteriores”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados na segunda-feira, as exportações para Angola caíram cerca de 25% nos primeiros seis meses do ano.

Falando aos jornalistas no final de uma visita ao navio de cruzeiro Balmoral, atracado no terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, em Lisboa, Pires de Lima lembrou que, no ano passado, as exportações cresceram 4%.

“Nós, economia portuguesa, empresas, desenvolvemos uma estratégia de exportação que está assente na competitividade, numa diversidade de sectores e de geografias que faz com que a nossa actividade continue a crescer quando existe algum percalço sectorial ou geográfico”, afirmou.

O ministro frisou que “há uma série de outros países que estão a ocupar um espaço cada vez mais relevante nas exportações” portuguesas, enumerando os casos de Espanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e China.

Questionado sobre a linha de crédito criada pelo Governo português para apoiar as empresas nacionais que trabalham com Angola, o governante disse que “tem tido muita procura”, mas avisou que não será usada para “financiar actividades que estão em recessão”.

“Só queremos financiar exportações para mercados que existam e tenham condições para pagar”, frisou.

“Não se peça a este Governo para usar dinheiro dos contribuintes portugueses para financiar actividades exportadoras de mercados que estão a viver um período mais difícil, por estarem dependentes de um sector, neste caso de combustíveis”, disse, referindo-se a Angola. (jornaldenegocios.pt)

 

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA