Petrobras terá impacto negativo de R$ 2 bilhões com inclusão de débitos do Refis

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A Petrobras informou nesta sexta-feira, 14, que decidiu incluir débitos tributários no Programa de Parcelamento Especial (Refis). Segundo fato relevante, o impacto negativo no balanço do terceiro trimestre da companhia será de R$ 2 bilhões, líquido de impostos.

A despesa total com a operação será de R$ 2,1 bilhões, com R$ 1,26 bilhão de conversão de depósito judicial em pagamento definitivo, e o restante quitado em parcelas, com desembolso de R$ 536 milhões em 2015, e R$ 333 milhões em 2016 e 2017.

A dívida total, em valores atualizados, soma R$ 6 bilhões. Segundo a Petrobras, a inclusão desses débitos no Refis permitirá uma economia de 50%, com redução do valor do passivo para R$ 3,0 bilhões, dos quais R$ 876 milhões serão liquidados com prejuízos fiscais.

Segundo o comunicado, a companhia decidiu aderir ao Refis após uma análise de riscos de possíveis decisões desfavoráveis, tanto na via administrativa quanto na judicial. A estatal afirma que a judicialização da questão implicaria em uma despesa financeira adicional, com constituição de garantias, além do aumento do valor da dívida ao longo do tempo, com juros e ônus econômicos. Além disso, a Petrobras levou em conta o risco de revogação da Certidão Negativa de Débitos Fiscais, que poderia acarretar em prejuízos.

Os débitos tributários incluídos no programa são relativos ao não recolhimento de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas à subsidiária Petrobras International Finance Company (PIFCO) para pagamento de operações de importação de petróleo e derivados, referentes aos períodos de 1999 a 2002, 2004, 2005 e 2007 a 2012. A companhia afirma que ainda analisa outros débitos que possam ser incluídos no Refis. O prazo para inclusão de débitos tributários no programa vence em setembro. ()

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