Passos ataca investimento em “maus negócios” de “gente amiga

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No domingo que marcou o arranque da pré-campanha para as eleições de 4 de outubro, Passos Coelho disse querer, ao fim de quatro anos, combater as desigualdades sociais.

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Após o ataque de Paulo Rangel trazer Sócrates para a pré-campanha, o primeiro-ministro evitou ontem -no encerramento da Universidade de Verão (UV) do PSD – referências específicas ao caso judicial. Porém, Passos Coelho não deixou de visar o “passado”, dizendo que “não podemos canalizar o financiamento para proteger maus negócios apenas porque temos lá gente amiga ou porque andámos com eles no liceu ou na universidade, ou os conhecemos do partido”.

Na mesma linha e em ataque aos jobs for the boys, Passos Coelho afirmou que “os governos não servem para trazer os amigos, servem para trazer os competentes”. O primeiro-ministro recusa-se a “chover no molhado”, avisando que o tempo das obras públicas acabou e que os que ficaram desempregados terão de se mudar para outras áreas de atividade emergentes e agarrar as “novas oportunidades”.

Para Passos “nenhum responsável político pode dizer que vamos voltar a ter o investimento em obras públicas. Porquê? Porque não precisamos. Precisamos de investimento, mas noutras áreas”.

O primeiro-ministro lembrou que “para crescer precisamos de ter investimento. Para ter investimento, precisamos de ter as contas em ordem. O resto, como se recordam, é uma história para crianças”.

Passos Coelho teve assim o segundo round da rentrée – já depois do Pontal e após a paragem habitual na Manta Rota – e contou com a presença do vice-presidente do CDS, João Almeida, no Cineteatro de Castelo de Vide. Apesar de ser um evento do PSD, impunham-se no palco cartazes da coligação Portugal à Frente. (dn.pt)

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