País perto da certificação pela erradicação do vírus da pólio

Mesa do presidium na abertura da Campanha de Luta contra à Poliomielite (Foto: Alberto Santos)

Angola está perto de ser certificado da erradicação da pólio vírus selvagem, pelo facto de há quatro anos não registar nenhum caso confirmado da doença em 16 anos de campanhas de vacinação, disse, hoje, quarta-feira, em Luanda, a chefe da Secção Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, Alda Morais Pedro de Sousa.

Mesa do presidium na abertura da Campanha de Luta contra à Poliomielite (Foto: Alberto Santos)
Mesa do presidium na abertura da Campanha de Luta contra à Poliomielite (Foto: Alberto Santos)

Segundo a responsável, que fazia a apresentação de mais uma campanha de vacinação contra a pólio a decorrer de 14 a 16 de Agosto no país, a certificação é o requisito internacional de que um país fique pelo menos três anos com ausência de circulação de pólio vírus selvagem.

Acrescentou que uma vez que isso aconteça, é obrigatória a elaboração de um relatório onde deve conter todos os resultados e estratégias utilizados para este fim, nomeadamente, o que tem a ver com as vacinações de rotina, as campanhas de vacinação, a vigilância epidemiológica e a confirmação dos resultados da recolha de amostras a nível de esgotos que se fez em Luanda.

Referiu que Angola foi escolhida para fazer esta apresentação em Novembro deste ano, salientando para que tudo saia bem é necessário o apoio de todos para que o Ministério da Saúde atínja as metas preconizadas, que é a vacinação de todas as crianças de Angola.

Indagada se depois da certificação irão continuar com as campanhas, Alda de Sousa disse que sim,  porque as campanhas de vacinação são feitas por região.

“A região africana nem toda ela ainda está livre da pólio. Nós temos exemplo dos Camarões que viveu uma epidemia há um ano e a Guiné Equatorial e que ainda não estão na altura de apresentar a documentação de certificação, então quer dizer que a região africana ainda não está livre da doença”.

Salientou que  é necessário que as campanhas de vacinação continuem por mais um ano até que o mundo confirme  que já não existe circulação do vírus da pólio.

“Neste momento estamos em fase de preparação e elaboração de documentos a nível da África para a introdução da vacina inactivada da pólio injectável e depois ainda em 2016 se fazer a substituição da vacina oral polivalente para a vacina bivalente da pólio oral”, frisou. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA