Número de mortos em Tianjin passa dos 100

(REUTERS)
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Novas explosões e medo de gases tóxicos ainda abalam cidade portuária chinesa, três dias após acidente que devastou área industrial. Autoridades ordenaram retirada da população dentro de um raio de três quilómetros.

Na cidade portuária chinesa de Tianjin, a situação continua fora de controle neste sábado (15/08), três dias após a série de explosões que devastaram a área industrial da localidade. As autoridades determinaram a retirada da população dentro de um raio de três quilómetros, enquanto que, de acordo com a mídia chinesa, foram ouvidas novas explosões. O número de mortos subiu para 104.

Moradores próximos ao local dos incidentes foram retirados da região, por causa de temores de substâncias tóxicas. A área das explosões é descrita pela agência de notícias estatal Xinhua como um centro de armazenamento e distribuição de contentores de mercadorias perigosas, incluindo produtos químicos.

As autoridades confirmaram que havia cianeto de sódio no armazém destruído na quarta-feira por explosões e incêndios, entre outros produtos perigosos. A substância é altamente tóxica e libera gases tóxicos quando em contacto com a água.

De acordo com relatos da mídia, 700 toneladas da substância estariam depositadas no armazém. O contacto com cianeto de sódio pode ser fatal. Segundo relatos da mídia, o produto químico também foi detectado em amostras de esgoto da área.

Fogo aumentou

Segundo a agência estatal Xinhua, o fogo que já dura vários dias na área ficou ainda mais forte neste sábado, e uma série de novas explosões liberaram colunas negras de fumaça. Pelo menos 20 carros de bombeiros foram enviados à área. No entorno da região, máscaras contra gás foram entregues a trabalhadores das equipes de resgate e à polícia. Também foram enviados ao local soldados especializados na luta contra armas químicas, assim como especialistas de empresas produtoras de cianeto de sódio.

Grandes explosões ocorridas na noite de quarta-feira em um armazém de materiais perigosos mataram pelo menos 104 pessoas, segundo as informações mais recentes. Entre os mortos, estão 21 bombeiros, de acordo com as autoridades. Foram hospitalizadas 721 pessoas, muitas em estado grave.

Ainda não foi apurado se as grandes explosões teriam sido decorrentes de uma reacção química provocada pelos próprios bombeiros durante os trabalhos para controlar com água um incêndio inicial. O chefe dos bombeiros de Tianjin, Lei Jinde, assegurou que seus homens tinham agido correctamente.

 (DW)
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“Sabíamos que havia lá carboneto de cálcio, mas nós não sabemos se o carboneto de cálcio explodiu e pegou fogo”, disse ele à agência Xinhua. Ele afirmou, ainda, que no armazém havia também nitrato de amónio e nitrato de potássio.

Grandes áreas do porto de Tianjin, o décimo maior do mundo, foram devastadas pelas explosões e incêndios. Contentores foram derrubados, e centenas de carros novos e edifícios do porto foram devastados pelo fogo, segundo testemunhas. (dw.de)

MD/afp/dpa

 

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