Novo polo universitário Deolinda Rodrigues pronto em 2017

(EXPANSAO)
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Infra-estrutura vai poder acolher cerca de 4 mil estudantes. Instituto politécnico lança este ano 30 licenciados. Católica coloca no mercado 423 finalistas.

O Instituto Politécnico Deolinda Rodrigues vai criar um pólo universitário até 2017 em Luanda, com capacidade para receber cerca de quatro mil estudantes. Segundo o director-adjunto Jorge Cassanje, vão ser investidos cerca de 125 milhões Kz na ampliação das instalações.

“O projecto foi aprovado, é uma questão de tempo para começarem as obras, depois estaremos prontos para receber estudantes de todo o País”, garantiu. Segundo o responsável, este ano saíram 30 finalistas dos cursos de Enfermagem e Gestão de Empresas que estão a trabalhar já nas suas monografias e irão receber os diplomas em 2016.

A instituição, adiantou, tem parcerias com alguns centros de saúde, onde os seus formandos são seleccionados para o estágio. “Alguns estudantes acabam por encontrar o primeiro emprego nestes hospitais, e outros já trabalham na área e só vêm para aqui consolidar mais os seus conhecimentos”, explicou.

Este ano, a instituição – que oferece sete cursos, nomeadamente Enfermagem, Análises Clínicas, Gestão de Empresas, Gestão de Recursos Humanos, Psicologia, Engenharia Informática e Direito – recebeu um total 870 estudantes, sendo Enfermagem o curso mais solicitado.

“Temos 300 estudantes nesse curso, o segundo é Gestão de Empresas, com 150 alunos, e os outros variam de 100 a 60”, explicou. Este instituto superior politécnico existe há quatro anos, e a maioria dos docentes é angolana, havendo também professores cubanos, portugueses e sul-africanos. Universidade Católica lança 423 licenciados Entretanto, na próxima quinta-feira, 20 de Agosto, a Universidade Católica de Angola (UCAN) vai o dar diplomas a 423 licenciados nos cursos de Engenharia Informática, Engenharia de Telecomunicações, Direito, Línguas, Literaturas e Administração, Psicologia, Contabilidade, Economia, Gestão Financeira, Gestão e Produção de Marketing, Filosofia, Pedagogia, e Educação Moral e Cívica.

Em entrevista ao Expansão, a vice-reitora para a área académica, Maria Miguel Helena, disse que a cerimónia de entrega será no Centro de Conferências do Futungo de Belas, às 15 horas, sendo o curso de Direito aquele que vai lançar mais licenciados no mercado este ano, superando Economia, que era o que tinha o número elevado de licenciados. Desde 2003, afirmou, a UCAN já lançou cerca de 2.600 licenciados no mercado angolano. A responsável explicou que, actualmente, a instituição tem uma parceria com uma empresa portuguesa para onde os estudantes com boas notas são encaminhados para estágios.

“Ao contrário de outras empresas que estão interessadas apenas nos estudantes que estão no último ano da formação, esta fez um teste aos alunos do primeiro até ao terceiro ano, e os melhores ficaram na empresa a fazer estágios”, sublinhou, preferindo não indicar o nome da empresa. A reitora disse que a instituição está satisfeita com esta parceria, acrescentando que, no ano passado, a UCAN fez um estudo e constatou que os estudantes têm tido um bom desempenho nos estágios.

“Não há estudante formado pela UCAN que não esteja inserido no mercado de trabalho, a informação que temos é que tem havido uma boa absorção destes quadros, e temos alguns cursos, como o de Engenharia Informática, em que, a partir do terceiro ano, os estudantes são logo captados por algumas empresas”, afirmou.

“Estamos satisfeitos a este nível, porque os nossos estudantes vão ao mercado de trabalho e encontram facilmente aceitação”, sublinhou. Entretanto, revelou, anualmente, a UCAN escolhe os estudantes com melhores desempenhos e propõe-lhes que sejam docentes da instituição.

“Quando o estudante termina o curso, fica como estagiário durante um ou dois anos. Se mostrar que realmente tem inclinação para dar aulas, pedimos vagas para formação do corpo docente fora do País, onde os jovens vão fazer mestrados e doutoramentos”, disse. Segundo a vice-reitora, este ano foram matriculados cinco mil estudantes, e os cursos com mais adesão foram os de Economia, Direito e Engenharia Informática. Questionada sobre a qualidade de ensino em Angola, a responsável disse que “está mal” e defende que “é necessário mais investimento na formação dos professores, por serem a peça primordial do ensino”.

“Se o professor não estiver bem preparado, não há sistema de ensino que resista”, sublinha, adiantando que “às vezes o estudante entra para universidade mal preparado, com 10 valores, e à partida não dá garantia nenhuma da qualidade de formação”.

O resultado é que “vai ter deficiências não só a nível da sua formação científica ou profissional, mas também a nível da sua formação linguística”, disse. Maria Miguel Helena alerta que em determinadas áreas Angola poderá vir a ter licenciados a mais, havendo défice de alunos em sectores como, por exemplo, engenharias.

“Às vezes, os estudantes não aderem a alguns cursos, porque os acham mais difíceis”, explica. A Universidade Católica existe em Angola desde 1999, tendo sido a primeira privada e também a primeira a lançar licenciados no curso de Economia. (expansao.co.ao)

por Sita Sebastião

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