Músico António Paulino defende preservação dos ritmos nacionais

MÚSICO ANTÓNIO PAULINO (Foto: António Escrivão)

O músico angolano António Paulino defendeu nesta quarta-feira, em Luanda, a preservação dos ritmos que caracterizam a música angolana de raiz, para que seja valorizada e perpetuada como uma identidade própria, acrescida ao uso dos idiomas nacionais.

MÚSICO ANTÓNIO PAULINO (Foto: António Escrivão)
MÚSICO ANTÓNIO PAULINO (Foto: António Escrivão)

Em entrevista à Angop, o músico sustentou a pertinência de se preservar os ritmos que representam a música angolana de origem, para que seja enaltecida, conservada e eternizada de geração em geração.

“ O semba, o kilapanga e a rebita, dentre outros ritmos, têm que ser valorizados e respeitados, como património cultural e sem esquecer os nossos idiomas “, destacou o músico.

António Paulino ressaltou que  a música angolana tem a sua verdadeira história e para tal deve ser respeitada como um património nacional,  razão pela qual os fazedores  devem procurar seguir e destacar os traços que identificam os ritmos nacionais.

O autor dos sucessos “ Balabina“ e “Ponta Pé” aconselhou os jovens músicos no sentido de se esforçarem no uso dos idiomas nacionais, nas suas melodias, pois constitui uma forma de  resguardar a  cultura angolana.

Para António  Paulino, a música  angolana cresceu bastante, tal facto resulta da acção unida de vários actores , quer em termos de produção, qualidade e o factor estabilidade que o  país  vive actualmente.

“Os jovens devem consultar os mais velhos de forma humilde, para que possam dar a sua contribuição quer no uso das nossas melodias, que foram sucessos em tempos e outros subsídios  pertinentes, em prol  do crescimento da  música”, disse.

Paulino António Domingos nasceu em Malange, comuna do Quela, a 7 de Abril de 1954. Iniciou a sua carreira em 1971, quando foi convidado a participar numa das edições dos Kutonocas, onde gravou também o seu primeiro single, que incluía os temas “Joana” e “Balabina”.

O seu grande sucesso, “Gi Henda dia Mamã” (saudades da mamã), um tema em que o compositor lamenta, de forma melancólica, a morte inesperada da sua mãe, surge em 1973, com o conjunto Jovens do Prenda.

O músico também passou, na década de 70, pelos Kiezos, com os quais actuou durante mais de 10 anos. (portalangop.co.ao)

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