Moçambique: Líder da Renamo dispensa protecção da polícia moçambicana

LÍDER DA RENAMO, AFONSO DHLAKAMA (D.R)

Maputo – O líder da Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, anunciou ter prescindido da segurança que lhe era garantida pela polícia moçambicana, passando a usar a escolta dos homens armados do movimento.

LÍDER DA RENAMO, AFONSO DHLAKAMA (D.R)
LÍDER DA RENAMO, AFONSO DHLAKAMA (D.R)

“Não preciso mais. (Filipe) Nyusi (Presidente da República) que fique com a polícia dele, com FADM (Forças Armadas de Defesa de Moçambique) dele”, afirmou o presidente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), em declarações citadas nesta quarta-feira pela imprensa, na província de Tete, centro do país.

Afonso Dhlakama adiantou que, doravante, a sua protecção será assegurada por membros do braço armado da Renamo. “Eu tenho os meus homens, mais fortes de Moçambique”, disse.

Na qualidade de líder da oposição, Dhlakama tem direito à protecção das Forças de Defesa e Segurança moçambicanas, que vinham fazendo esse trabalho conjuntamente com membros do braço militar da Renamo.

A Renamo sempre manteve operacional um efectivo de antigos guerrilheiros, mesmo depois do Acordo Geral da Paz, em 1992, que preconizava essa situação para garantir a segurança dos dirigentes do movimento.

A chamada “força residual da Renamo”, reforçada pela convocação de antigos guerrilheiros, que haviam sido desmobilizados em 1992, envolveu-se, entre 2013 e 2014, em confrontos com as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas, no âmbito da tensão política que prevalece no país.

A Renamo tem recusado a desarmamento da sua força, exigindo a partilha com a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) de postos de comando no exército e na política moçambicana. (portalangop.co.ao)

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