Moçambique; Gurué vive pior crise de água dos últimos cinco anos

(dw.de)
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Em muitos bairros deste distrito no centro de Moçambique, não há água nas torneiras há três meses. A população tem de andar pelo menos cinco quilómetros para satisfazer o consumo diário. A situação é crítica.

No distrito de Gurué, na província da Zambézia, no centro de Moçambique, dezenas de milhares de pessoas não têm acesso a água potável canalizada. A situação já se arrasta há mais de cinco anos, mas este ano piorou.

Segundo o administrador local, Joaquim Pahare, a falta de água no distrito deve-se ao fato de o actual sistema de abastecimento não conseguir atender ao número de consumidores. “O sistema consegue abastecer cerca de 17.500 munícipes, mas estima-se [que habitem aqui] 60 mil pessoas”, explica.

A crise de água já afectou, por exemplo, um internato de estudantes. Vários alunos dizem ter desistido dos estudos porque não conseguem lavar a roupa ou ter acesso a água potável sem ir ao poço mais próximo.

Sistema obsoleto

O administrador realça que o sistema de fornecimento de água nunca passou por uma manutenção ou reabilitação desde que foi construído na era colonial.

Para ultrapassar a crise, o distrito precisa de um abastecimento de, pelo menos, 971.400 metros cúbicos de água ao ano. Actualmente, a estação de captação de água só consegue fornecer 500 metros cúbicos à população.

O sistema é obsoleto, destaca o administrador, que, ao mesmo tempo, garante que já existe um plano do Governo para ampliar o sistema de fornecimento de água. No entanto, Pahare não avança quando o plano se tornará realidade.

A solução

As autoridades locais estimam que são necessários mais de 100 milhões de dólares norte-americanos para ampliar o actual sistema de captação e fornecimento de água em Gurué.

O presidente da Assembleia Provincial da Zambézia, Betinho Jaime, reiterou que pretende reavaliar os custos da ampliação do sistema de captação e fornecimento de água. O projecto contará com o apoio do Governo provincial e de parceiros de cooperação, bem como da edilidade local para evitar que as obras parem antes de serem concluídas. (dw.de)

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