Moçambique: Agrava preço de importação de açúcar para proteger indústria nacional

BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE (Foto: Angop)

Maputo – O Governo moçambicano anunciou nesta quarta-feira que decidiu agravar os preços de referência na importação de açúcar, para travar a concorrência desleal imposta à produção nacional e proteger o sector.

BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE (Foto: Angop)
BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE (Foto: Angop)

Num comunicado do Ministério da Indústria e Comércio (MIC) enviado à Lusa refere-se que a importação da tonelada de açúcar castanho passa a custar 806 dólares (1 USD equivale a cerca de 126 AKZ) contra os anteriores 385 dólares e o refinado sobe de 450 dólares para 932 dólares.

Destacando que os últimos preços de referência na importação de açúcar foram fixados em 2001, o MIC diz que as vendas do açúcar nacional registam, pelo quarto ano consecutivo, quedas assinaláveis de volume devido ao baixo preço do açúcar importado.

“Este ambiente gera e cria incertezas para a materialização dos planos de desenvolvimento, quer para a expansão das áreas de produção de cana-de-açúcar, como no aumento e diversificação da produção”, lê-se na nota de imprensa.

Com a medida, adianta o comunicado, pretende-se proteger os 35 mil postos de trabalho actualmente assegurados pela indústria nacional de açúcar e garantir o retorno dos avultados investimentos feitos pelas empresas do sector nos últimos anos.

A concorrência desleal imposta ao açúcar nacional pelas importações também está a pôr em risco a sobrevivência de milhares de pequenos produtores familiares de cana-de-açúcar, observa a nota de imprensa do MIC.

“Esta situação tem um impacto nefasto na indústria e nos agricultores independentes e associações de produtores de cana-de-açúcar comerciais de pequena escala, fornecedores de cana para a indústria. Recordamos que existem no país 22 associações com mais de três mil associados e 447 produtores privados, que se dedicam ao cultivo de cana-de-açúcar para fornecimentos as quatro empresas açucareiras”, lê-se no comunicado. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA